Fabricante mantém crescimento apesar de cenário desafiador e impacto de tarifas internacionais; receita avança 4,2%
A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,65 bilhão no terceiro trimestre de 2025, um crescimento de 4,5% em relação ao mesmo período do ano passado e de 3,7% na comparação com o trimestre anterior. O resultado ficou levemente acima das projeções do mercado, que esperava lucro de R$ 1,616 bilhão, segundo o consenso da Bloomberg.
O Ebitda ajustado somou R$ 2,27 bilhões, alta anual de 2,3%, com margem de 22,2%, uma leve redução de 0,4 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2024. A receita líquida alcançou R$ 10,27 bilhões, o que representa avanço de 4,2%, mas ligeiramente abaixo das estimativas de R$ 10,33 bilhões.
No mercado interno, a companhia faturou R$ 4,02 bilhões, aumento de 3,1% sobre o terceiro trimestre do ano anterior, embora 4,1% menor em relação ao trimestre anterior. No mercado externo, a receita cresceu 4,9% em bases anuais e 3,9% na comparação trimestral, totalizando R$ 6,26 bilhões, o equivalente a US$ 1,15 bilhão, um avanço de 6,8% em dólar.
A margem bruta foi de 33,6%, refletindo o aumento de 5,4% no custo dos produtos vendidos, que somou R$ 6,82 bilhões. As despesas gerais e administrativas cresceram 5,2%, atingindo R$ 1,19 bilhão.
Estratégia e desafios globais
Em comunicado aos acionistas, a administração da WEG afirmou que o trimestre foi marcado por um ambiente mais restritivo a investimentos no Brasil e pelo impacto das tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos, que afetaram parte das exportações.
Apesar disso, a empresa destacou que segue observando boa demanda nos negócios tradicionais e oportunidades nos segmentos ligados à infraestrutura elétrica. “Apesar do momento mais desafiador para a aceleração do crescimento, continuamos observando boa demanda nos negócios tradicionais e oportunidades em infraestrutura elétrica”, disse a companhia no relatório.
A WEG afirmou também que vem redirecionando rotas de exportação para reduzir os efeitos das tarifas e proteger suas margens. “Nossa estratégia de diversificação de produtos, flexibilidade operacional e presença global tem sido essencial para atravessar a instabilidade macroeconômica”, acrescentou.
Caixa e investimentos
Ao fim de setembro, a empresa mantinha R$ 6,41 bilhões em caixa e gerou R$ 4,23 bilhões de fluxo de caixa operacional nos primeiros nove meses de 2025. Os investimentos, voltados à modernização e expansão de fábricas, somaram R$ 2,04 bilhões no período, dos quais R$ 672,6 milhões foram aplicados apenas no terceiro trimestre.
O retorno sobre o capital investido (ROIC) ficou em 32,4%, uma redução de 4,7 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2024, mas ainda considerado elevado.
“Seguimos confiantes na execução de nossa estratégia global e atentos às oportunidades nos setores de energia, saneamento e indústria”, concluiu a administração.
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