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Custo contido da mão de obra freia inflação da construção

Da redação
17 de outubro de 2025
Com alta mais branda nos custos trabalhistas, o INCC-10 subiu 0,21% em outubro, ante 0,42% em setembro, segundo a FGV

A inflação da construção civil perdeu força em outubro, influenciada pela desaceleração nos custos da mão de obra. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) avançou 0,21% no mês, após ter registrado alta de 0,42% em setembro.

O resultado contribuiu para a desaceleração do Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), que também perdeu ritmo no período. Segundo a FGV, o comportamento mais contido dos salários pagos no setor foi o principal fator para a moderação dos custos.

O subíndice que mede os gastos com Mão de Obra recuou de uma alta de 0,71% em setembro para 0,16% em outubro. Já o grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços mostrou leve aceleração, passando de 0,22% para 0,25%. Dentro desse grupo, os Materiais e Equipamentos subiram 0,27%, enquanto os Serviços tiveram alta de 0,15%.

O INCC-10 mede a variação dos custos de construções habitacionais entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. O indicador é um dos componentes do IGP-10, utilizado como referência em contratos e correções de preços no setor.

A FGV destacou que, apesar do arrefecimento da mão de obra, o setor segue pressionado por custos de insumos e reajustes pontuais em serviços especializados, mantendo a inflação da construção em trajetória positiva, ainda que em ritmo mais moderado.

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