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Conheça as 5 prioridades para o financiamento verde

Da redação
13 de outubro de 2025
Ministro Haddad defende reforma dos bancos multilaterais e a criação de um mercado de carbono globalmente integrado

O ministro da Fazenda Fernando Haddad apresentou nesta segunda-feira (13) as cinco prioridades para fortalecer o financiamento verde e ampliar o acesso de países em desenvolvimento a recursos para a transição climática. As medidas fazem parte do relatório coordenado pelo Círculo de Ministros de Finanças, grupo criado para alinhar o sistema econômico global às metas ambientais.

Durante a abertura da pré-COP 30, em Brasília, Haddad afirmou que o documento — elaborado com mais de 1,2 mil contribuições de países e instituições — será apresentado oficialmente nesta semana em Washington, durante os encontros do Banco Mundial e do FMI.


As cinco prioridades
  1. Ampliar os fluxos de financiamento concessional e fundos climáticos, garantindo previsibilidade e condições adequadas, especialmente para adaptação e transição justa.
  2. Reformar os bancos multilaterais de desenvolvimento, tornando-os mais ágeis, integrados e capazes de atrair capital privado.
  3. Fortalecer capacidades domésticas e plataformas nacionais, melhorando a coordenação institucional e a atratividade de investimentos sustentáveis.
  4. Promover inovação financeira e mobilizar o setor privado, com instrumentos que reduzam riscos e ampliem o impacto dos recursos.
  5. Aprimorar marcos regulatórios do financiamento climático, garantindo integridade, interoperabilidade e transparência.

Propostas estratégicas da COP30

Segundo Haddad, a agenda de ação da COP30, que será realizada em Belém (PA) de 10 a 21 de novembro de 2025, se apoiará em três iniciativas principais:

  • Fundo Florestas Tropicais para Sempre, voltado a um modelo de financiamento baseado em investimento e não apenas em doações;
  • Coalizão Aberta para Integração dos Mercados de Carbono, destinada à harmonização e interoperabilidade entre mercados regulados;
  • Supertaxonomia, que busca garantir comparabilidade entre taxonomias nacionais e orientar investimentos sustentáveis.

“Essas iniciativas traduzem, de forma prática, o que o Círculo tem defendido: cooperação, inovação e escala para transformar ambição em resultados concretos”, declarou o ministro.

Ele enfatizou que o sucesso dessas ações depende da cooperação entre governos, setor privado e sociedade civil: “O Brasil tem papel central nessa transição. Precisamos unir financiamento, inovação e governança para que o crescimento econômico e o equilíbrio ambiental caminhem juntos”.

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