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Deepfake já é vendida por R$ 160 na dark web, alerta Kaspersky

Da redação
9 de outubro de 2025
Serviços de manipulação de vídeo e voz ficam até 400 vezes mais baratos em dois anos, ampliando risco de fraudes digitais

A Kaspersky identificou anúncios na dark web que oferecem serviços de deepfake e clonagem de voz por preços cada vez mais acessíveis. Vídeos falsos podem ser encomendados por cerca de US$ 50 (aproximadamente R$ 160), e mensagens de voz manipuladas custam US$ 30. Segundo a empresa de cibersegurança, o custo caiu drasticamente desde 2023, quando serviços semelhantes chegavam a custar entre US$ 300 e US$ 20 mil por minuto, uma redução de até 400 vezes.

Os fóruns analisados pela Kaspersky, em russo e inglês, anunciam “Deepfakes-as-a-Service” com opções que incluem troca de rostos em tempo real durante videochamadas, falsificação de processos de verificação e clonagem de voz capaz de reproduzir emoções humanas. Há indícios, no entanto, de que parte desses anúncios também seja fraudulenta e sirva para enganar potenciais compradores.

“Cibercriminosos estão experimentando ativamente a IA e incorporando-a em suas operações. Embora essas tecnologias não criem ameaças totalmente novas, elas ampliam o alcance e a velocidade dos ataques”, explica Lisandro Ubiedo, analista sênior de segurança da Kaspersky.

A empresa alerta que o avanço dessas ferramentas representa um risco direto para empresas e usuários, podendo ser usado em golpes de engenharia social, fraudes financeiras e ataques à reputação.

Entre as medidas de prevenção, a Kaspersky recomenda o treinamento de equipes para reconhecer sinais visuais e sonoros de deepfakes, como iluminação irregular, timbre metálico e pausas artificiais, além da adoção de políticas de cibersegurança integradas, com uso de plataformas de inteligência contra ameaças.

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