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Brinquedos crescem 10% na América Latina e puxam retomada global

Da redação
28 de setembro de 2025

Setor infantil mostra recuperação em 2025, enquanto mercado de bebês sofre retração nos EUA

O mercado global de brinquedos voltou a crescer em 2025, após um ano de retração. Dados da Circana, apresentados durante a 9ª edição do Mercado Livre Experience, realizada nos dias 24 e 25 de setembro em São Paulo, mostram um avanço de 8% no faturamento mundial até julho, com alta de 4% nas unidades vendidas e de 3% no preço médio. A América Latina liderou a retomada, registrando expansão de 10%, impulsionada principalmente por Brasil e México.

Entre as categorias em destaque estão jogos e quebra-cabeças, blocos de montar, figuras de ação e colecionáveis — setores beneficiados pela nostalgia, pela força dos produtos licenciados e pela tendência dos kidults, adultos que consomem brinquedos por bem-estar, coleção ou memória afetiva. Já bonecas, brinquedos pré-escolares e pelúcias tiveram queda, reflexo da baixa taxa de natalidade e da maturidade precoce das crianças.

Em contrapartida, o segmento de produtos para bebês atravessa um período de retração. Nos Estados Unidos, o faturamento caiu 5% em 2025, movimentando US$ 4 bilhões até julho — cerca de US$ 214 milhões a menos do que no mesmo período do ano anterior. Apenas a categoria de entretenimento e viagem registrou crescimento. Itens de higiene, saúde e alimentação seguem como prioridades, enquanto móveis, utensílios de mesa e produtos de cama e banho estão entre os mais afetados pela queda.

“O setor de brinquedos mostra sinais claros de recuperação e a América Latina lidera esse movimento. Já no mercado de bebês, vemos um consumidor mais seletivo, que prioriza segurança, higiene e conveniência”, destacou Ana Weber, diretora de contas de varejo da Circana, durante o evento.

De acordo com a empresa, a indústria encara o desafio da queda na taxa de natalidade e da redução do tempo que as crianças dedicam aos brinquedos. Por outro lado, surgem oportunidades em áreas como produtos sem gênero, colaborações entre marcas, resgate da nostalgia e influência asiática em estética e inovação tecnológica. A compreensão do perfil do consumidor, aliada à inteligência de mercado, é apontada como chave para estratégias mais competitivas no setor.

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