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Amazon coloca US$ 25 mi em delivery na América Latina

Da redação
13 de setembro de 2025
Compra vai ajudar gigante do e-commerce a competir com o Mercado Livre, especialmente no Brasil. Companhia fundada por Jeff Bezos poderá adquirir até 12% da Rappi, a depender de metas

Em uma jogada precisa e direcionada, a plataforma Amazon adquiriu uma participação da empresa colombiana de entregas Rappi. O movimento criará uma parceria estratégica unindo a infraestrutura de varejo e tecnologia da gigante estadunidense de e-commerce com uma das empresas de entrega de última milha mais conhecidas da América Latina. A transação promete mudar o equilíbrio de forças no setor de delivery, em um acordo fechado por meio de uma nota conversível de US$ 25 milhões, com a possibilidade de a varejista adquirir até 12% de participação no aplicativo por meio de warrants — instrumento financeiro que só pode ser executado caso metas específicas sejam atingidas.

O objetivo da empresa criada Jeff Bezos é ampliar seu espaço no delivery, especialmente no Brasil, onde enfrenta concorrência do Mercado Livre. A empresa comandada pelo CEO Andy Jassy (imagem) já possui uma parceria de entregas com a Rappi no México e oferece o Rappi Pro para membros Prime, que recebem um ano de entregas grátis. Ao mesmo tempo, a companhia colombiana também é cliente do serviço de nuvem da Amazon Web Services (AWS).

O futuro da operação pode representar um reforço no serviço logístico da própria Amazon, considerando o foco da Rappi em entregas rápidas ou até mesmo expansão de serviços, como condições especiais para entrega de comida.

Embora a fatia da Rappi não represente volumes bilionários, a aquisição é considerada crucial para retornos futuros, mediante ganhos operacionais mais robustos. Por esses motivos, a aquisição foi escolhida como A Tacada da Semana de MR.

Fundada em 2015 e avaliada em mais de US$ 5 bilhões, a Rappi tem entre seus investidores SoftBank e Sequoia Capital. A Amazon tem histórico de utilizar warrants para ampliar investimentos em parceiros estratégicos, modelo já aplicado em companhias aéreas, distribuidores de alimentos e startups de delivery, como Deliveroo e Grubhub.

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