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Empresas em recuperação voltam a bater recorde

Da redação
10 de setembro de 2025
Apesar de ritmo mais lento, total de companhias chegou a 4.965, maior volume já registrado, segundo o Monitor da RGF

O volume de empresas em recuperação judicial no Brasil voltou a subir no segundo trimestre deste ano, alcançando 4.965 companhias com processos ativos — o maior volume da série histórica iniciada pelo Monitor RGF da Recuperação Judicial em 2023. O crescimento foi de 1,7% em relação ao trimestre anterior (4.881).

Apesar da continuidade da tendência de alta, houve uma desaceleração no ritmo de crescimento: no primeiro trimestre de 2025, o avanço havia sido de 6,9%.

O Índice RGF de Recuperação Judicial, que mede a proporção de empresas em RJ a cada mil em atividade, passou de 1,98 para 1,97. A queda leve é explicada pelo aumento na base de empresas ativas no país, que subiu cerca de 61 mil no trimestre. “O cenário ficou mais duro: além do crédito restrito e das altas taxas de juros, a instabilidade global aumentou. Quem foca no caixa, renegocia com critério e ajusta a operação com velocidade atravessa este tipo de ciclo melhor”, afirmou o sócio da RGF e especialista em reestruturação, Rodrigo Gallegos.

Das 147 empresas que encerraram seus processos de recuperação judicial no trimestre:

  • 58% retornaram à operação ativa e fora da supervisão judicial;
  • 29% foram à falência;
  • 13% foram baixadas ou classificadas como suspensas/inaptas por pendências cadastrais.

Nesse contexto, Gallegos faz uma alerta importante ao empresariado: “Quase 30% das empresas que saíram da RJ neste trimestre faliram. O dado mostra que aprovar o plano não é o suficiente — o que sustenta a virada é disciplina na execução. Sem isso, o risco volta rápido”.

Desde o início deste ano, o Monitor apresenta uma análise por pilares da economia. Neste trimestre há um destaque para a agropecuária, com crescimento de 13,8% (de 341 para 388) e IRJ de 11,49 — o mais elevado entre os pilares.

Demais setores:

  • Indústria: 1.121 empresas em RJ (+0,8%), IRJ de 6,33;
  • Construção, Energia e Saneamento: 983 empresas (-0,9%), IRJ de 4,01;
  • Comércio: 1.003 empresas (+0,7%), IRJ de 1,58;
  • Serviços: 1.127 empresas (+2,0%), IRJ de 0,94.

Abaixo, destaque para os setores com maior número de RJs no segundo trimestre de 2025 em cada um dos cinco pilares:

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