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160 mercadinhos são abertos por dia no Brasil

Da redação
9 de setembro de 2025
Ritmo de criação de empresas de varejo alimentar acompanha o crescimento do consumo nos lares

Minimercado, mercadinho, mercearia, armazém ou bodega. Independentemente de como são chamados em cada região do país, os estabelecimentos que revendem produtos alimentícios em bairros e pequenas cidades estão em alta. Somente no primeiro semestre deste ano foram abertos mais de 29 mil desses estabelecimentos — o que representa 162 CNPJs registrados por dia ou quase sete novas lojas a cada hora. Um dos fatores que impulsionam esse avanço varejista é a geração de empregos e de renda no país, em que micros e pequenas empresas respondem por mais de 60% das contratações.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o crescimento na abertura de empresas foi 8,5% superior (27,1 mil em 2024). Os dados fazem parte de um levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a partir de dados da Receita Federal. A pesquisa também aponta que 70% desses pequenos negócios estão registrados como microempreendedores individuais (MEIs).

A analista de Competitividade do Sebrae, Jane Blandina da Costa, avalia positivamente o momento de expansão do setor. “Mostra que os brasileiros estão aproveitando esse cenário econômico e o nível de emprego para empreender. Os negócios de bairro são fundamentais porque movimentam a economia local, geram renda complementar para as famílias e aproximam o consumidor de soluções rápidas e acessíveis”, analisa. 

Para manter o faturamento em alta, Jane separou algumas orientações importantes para esse modelo de negócio: 

  • Gestão: O sucesso passa por uma gestão financeira simples e organizada. A primeira recomendação é separar as contas da empresa das contas pessoais e acompanhar de perto as entradas e saídas do mercadinho. “Isso dá clareza e evita surpresas no caixa”, aponta a analista.
  • Conhecimento: Os mercadinhos prosperam quando o empreendedor entende o perfil do consumidor local. “É importante observar hábitos, preferências e ouvir sugestões. Isso ajuda a ajustar o mix de produtos oferecidos”, diz.
  • Digitalização: O celular e as tecnologias podem ser grandes aliados dos pequenos negócios. Ferramentas de delivery, grupos de WhatsApp e redes sociais ajudam a aumentar as vendas e fidelizar os clientes. “Pequenas ações digitais ampliam o alcance e mantêm a competitividade”, ressalta Jane.
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