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Fusão entre Flapper e Black expande mercado de jatos

Da redação
22 de agosto de 2025
Movimento posiciona grupo entre líderes do setor no Brasil, com expectativa de receita de R$ 100 milhões em 12 meses

A Flapper, plataforma global de aviação executiva sob demanda, anunciou a fusão com a Black Táxi Aéreo, empresa brasileira de táxi aéreo. O acordo incorpora a frota e a infraestrutura da Black à operação, consolidando o grupo entre os principais players do setor no Brasil e ampliando a oferta de serviços para incluir programas de propriedade fracionada de aeronaves.

Com a transação, a Black passará a integrar a nova Divisão de Gestão de Aeronaves e Propriedade Compartilhada da Flapper. O fundador da companhia, Rafael Matos, assume o cargo de Head of Aviation da unidade. O plano de expansão inclui a incorporação de um Gulfstream GIV-SP à frota no quarto trimestre, que se somará aos dois Hawker 400 já operados pela Black e a outras cinco aeronaves sob gestão. Até o final de 2025, a empresa prevê reunir cinco aeronaves em operação direta de táxi aéreo e propriedade compartilhada.

O grupo projeta alcançar R$ 100 milhões em receita nos próximos 12 meses, com base nas sinergias da fusão. Segundo o CEO da Flapper, Paul Malicki, o acordo reforça a estratégia de verticalização da companhia e amplia sua capacidade de atender tanto clientes de voos compartilhados pelo aplicativo quanto indivíduos de altíssimo patrimônio líquido (UHNWIs) em busca de soluções personalizadas de aviação executiva.

O marketplace digital da Flapper continuará em expansão. A expectativa é atingir 500 mil downloads do aplicativo de reservas até o fim do ano, que atualmente lista mais de 4.000 aeronaves para fretamento sob demanda em todo o mundo, incluindo 1.500 na América Latina e 350 no Brasil. A nova versão do app, Flapper 3.0, trará recursos de cotação otimizados e a primeira funcionalidade de reserva em tempo real.

Com presença global, a Flapper já atendeu mais de 30 mil clientes e tem mais de 470 mil usuários cadastrados. Mais de 60% de sua receita vem de fora da América Latina, embora o Brasil siga sendo o principal mercado. A Black, por sua vez, reforça a infraestrutura da nova operação, com dois hangares em Belo Horizonte e previsão de inauguração de uma oficina de manutenção (MRO) ainda este ano.

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