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Leilão de Cepacs da Faria Lima arrecada R$ 1,67 bi

Da redação
19 de agosto de 2025
Recursos serão aplicados em habitação, infraestrutura e melhorias urbanas, incluindo obras em Paraisópolis e prolongamento da avenida

O leilão de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) da Operação Urbana Faria Lima arrecadou R$ 1,668 bilhão, mas vendeu apenas 94.811 títulos, pouco mais da metade dos 164,5 mil disponíveis, 57,6% do total ofertado, sem ágio sobre o preço mínimo de R$ 17,6 mil por certificado, mantido desde 2021.

Os Cepacs permitem que construtores elevem o potencial construtivo de terrenos além do limite previsto no plano diretor, sendo essenciais para projetos de edifícios na região da Faria Lima, incluindo a expansão para a Vila Olímpia, chamada de “buraco da Faria Lima”, onde o coeficiente de aproveitamento subiu de 2 para 4.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, os recursos serão destinados prioritariamente a habitação popular, infraestrutura, reurbanização de favelas como Paraisópolis, além de melhorias urbanísticas na própria avenida e prolongamento da via até a Avenida dos Bandeirantes. Entre os projetos previstos estão construção de UBSs, escolas de artes, ciclovias, VLT e obras de saneamento básico.

O leilão superou o volume arrecadado em certames anteriores, mas ficou abaixo da expectativa inicial de R$ 3 bilhões. Questionamentos na Justiça e no Tribunal de Contas do Município não impediram a realização do leilão, que teve seu preço mínimo mantido para garantir segurança jurídica e estimular investidores.

Com isso, os 218,5 mil Cepacs da região representam um potencial construtivo adicional de 250 mil metros quadrados, reforçando a verticalização e regularização de construções na Zona Sul de São Paulo.

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