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Eletrobras aposta em IA para reforçar rede de transmissão

Da redação
18 de agosto de 2025
Parceria com a C3 AI busca reduzir falhas e aumentar a confiabilidade do sistema elétrico, que responde por 37% da malha nacional

A Eletrobras firmou parceria com a C3 AI para expandir o uso de inteligência artificial na rede de transmissão de energia. O objetivo é modernizar o monitoramento dos ativos e acelerar a resposta a falhas em tempo real, reforçando a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A tecnologia da C3 AI já havia sido testada em dez subestações da companhia no ano passado e agora será aplicada a todo o sistema de transmissão da Eletrobras, responsável por 74 mil quilômetros de linhas, o equivalente a 37% da malha elétrica brasileira. O valor do acordo não foi divulgado.

Segundo a empresa, a solução é capaz de identificar incidentes, determinar rapidamente os equipamentos afetados e fornecer suporte à tomada de decisão em menos de dez segundos, um processo que antes poderia levar de minutos a horas. “Estamos modernizando processos críticos de monitoramento da rede, o que nos permite responder a incidentes de forma mais eficaz e ágil, garantindo estabilidade e disponibilidade do sistema”, afirmou Pablo Flores, gerente executivo de Proteção, Automação e Controle de Sistemas de Operação da Eletrobras.

Além da detecção de falhas, a companhia também está utilizando uma ferramenta para otimizar a produção de relatórios operacionais, liberando os operadores para atividades de maior valor agregado.

Para a C3 AI, a parceria reforça sua presença em infraestrutura crítica. “A expansão e a resiliência dos sistemas de energia no mundo seguem como prioridade para a C3 AI”, destacou Thomas M. Siebel, presidente do conselho e CEO da companhia.

O movimento ocorre em um cenário global de investimentos crescentes em redes elétricas, motivados tanto pela maior complexidade das matrizes energéticas quanto pela necessidade de proteção contra eventos climáticos extremos. No Brasil, um dos principais desafios das transmissoras tem sido o avanço das queimadas: em 2024, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou 931 desligamentos de linhas de transmissão causados por incêndios, o maior número da série histórica.

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