Com sucesso na estratégia de liability management, holding reportou mais um recorde, com alta de 10% em relação ao mesmo período do ano passado
A holding Itaúsa reportou ao mercado na noite desta segunda-feira (11) um lucro líquido recorrente de R$ 7,9 bilhões no primeiro semestre deste ano, o maior de sua história, representando alta de 10% sobre o mesmo período de 2024. Segundo a companhia, contribuíram para o resultado o desempenho do Itaú Unibanco e o aumento de 24% no resultado das investidas do setor não financeiro.
O Itaú manteve trajetória de crescimento sustentável, com expansão de todos os segmentos da carteira de crédito no Brasil e na América Latina, inadimplência sob controle e ampliação das receitas de seguros. A Dexco apresentou desempenho operacional positivo, impulsionado pela expansão da LD Celulose e pela boa performance da Divisão de Madeira, parcialmente compensando os desafios no segmento de acabamentos, o menor efeito de reavaliação do ativo biológico e o aumento das despesas financeiras no período. A Alpargatas registrou aumento de receitas no Brasil e na operação internacional, melhor mix de produtos e de canais e ganhos de eficiência, levando à expansão de seus resultados no semestre.
O crescimento das receitas da Motiva foi impulsionado pelo aumento do tráfego em todos os modais e por reajustes tarifários contratuais, embora o resultado financeiro tenha sido impactado pela alta da Selic e pelo maior endividamento. A Aegea ampliou seu resultado operacional com novas concessões e reajustes contratuais, e teve seu lucro líquido afetado pelo aumento das despesas financeiras. A Copa Energia apresentou resultados crescentes, impactados por sua estratégia comercial. A NTS registrou avanço impulsionado por reajustes contratuais e estabilidade de custos.
“Resultados recordes, solidez do portfólio, continuidade da estratégia de liability management e remuneração atrativa aos nossos acionistas são nossos destaques no ano até aqui, em um cenário que requer disciplina”, afirmou Alfredo Setubal, presidente e diretor de Relações com Investidores da Itaúsa.
Proventos
Com os resultados semestrais, o conselho de administração da holding aprovou o pagamento, em 29 de agosto, de Juros sobre Capital Próprio (JCP) no valor líquido de R$ 2,3 bilhões (ou R$ 0,21/ação), dos quais R$ 553 milhões foram declarados em 16 de junho e R$ 1,7 bilhão em 11 de agosto. Somados aos pagamentos trimestrais, os proventos líquidos referentes ao 1º semestre de 2025 totalizam R$ 2,7 bilhões (ou R$ 0,25/ação), crescimento de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando dividend yield de 9,8% e payout de 36%.
