Levantamento da KPMG aponta redução nas operações devido à cautela dos investidores frente a juros altos e cenário macroeconômico
O número de fusões e aquisições no setor do agronegócio brasileiro caiu 28,6% nos primeiros seis meses de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, segundo levantamento trimestral da KPMG. De janeiro a junho, foram registradas cinco operações, contra sete no ano anterior.
O segmento de fertilizantes registrou quatro dessas transações, uma queda de 20% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Já o setor de açúcar e etanol apresentou uma única operação, contra duas no ano passado.
Quatro das cinco transações envolveram investidores estrangeiros que adquiriram participação em empresas nacionais, enquanto uma operação foi realizada por uma empresa brasileira que comprou capital estrangeiro.
Segundo Alan Riddell, sócio da KPMG, o recuo é reflexo de um ambiente marcado pela cautela, impactado por desafios macroeconômicos e pelas altas taxas de juros, que têm limitado investimentos no setor. “Apesar da queda, o agronegócio segue atraente para investidores, devido à sua importância na produção global de alimentos, à eficiência operacional crescente e ao avanço em padrões de sustentabilidade”, destacou.
