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Viagens corporativas movimentaram R$ 12,5 bi em maio

Da redação
2 de agosto de 2025
Setor cresce 8,9% em relação a 2024 e acumula R$ 57,9 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, impulsionado pela recuperação econômica e pela demanda crescente

O setor de viagens corporativas alcançou um recorde histórico em maio de 2025, movimentando R$ 12,5 bilhões, segundo dados do Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), produzido pela FecomercioSP em parceria com a Alagev (Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas). O valor representa um crescimento de 8,9% em relação ao mesmo mês de 2024.

No acumulado de janeiro a maio, as viagens corporativas já somam R$ 57,9 bilhões — um aumento de 7,9% sobre o mesmo período do ano passado, quando foram registrados R$ 53,6 bilhões.

Para Luana Nogueira, diretora executiva da Alagev, o desempenho está atrelado à expansão da economia brasileira. “O IBC-Br, que é uma prévia do PIB, apontou crescimento de 0,25% em maio. Isso favorece o investimento em passagens aéreas, hospedagens e locações para congressos, visitas técnicas e encontros com clientes”, afirma.

Outro fator que contribuiu foi a redução no preço médio das passagens aéreas. Dados da ANAC mostram queda de 3,5% nas tarifas em maio em comparação com 2024. “Essa redução abre espaço para que as empresas intensifiquem a frequência das viagens”, acrescenta Luana.

O setor hoteleiro também teve alta. Segundo o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), a diária média cresceu 9,3%, e a taxa de ocupação nacional ficou em 5,3%.

Perspectivas

Segundo a diretora da Alagev, o avanço de maio foi puxado mais pela demanda do que pela inflação do setor. “O mercado segue aquecido, com altos níveis de investimento em viagens corporativas”, avalia. No entanto, ela chama atenção para possíveis impactos futuros provocados pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. “O tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump pode resfriar a economia brasileira e, por consequência, afetar o setor”, pondera.

Apesar da preocupação, a executiva mantém o otimismo. “Viagens corporativas são gastos estratégicos e recorrentes. O setor tende a alcançar novos recordes ainda este ano”, conclui.

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