Após duas quedas consecutivas, produção industrial registra leve alta, frustra expectativas do mercado e permanece 15,1% abaixo do recorde de 2011
A produção industrial brasileira registrou um crescimento tímido de 0,1% em junho na comparação com maio, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta sexta-feira (1º) pelo IBGE. Apesar de interromper duas quedas consecutivas (de 0,6% em maio e 0,6% em abril), o desempenho ficou abaixo das projeções do mercado.
De acordo com levantamento do Valor Data, a mediana das estimativas de 25 instituições financeiras e consultorias apontava para um avanço de 0,3% no mês, com previsões variando de -1% a +1,1%. Na comparação com junho de 2024, a produção recuou 1,3%, resultado também inferior à expectativa de queda de 0,6%.
O setor ainda não conseguiu recuperar as perdas recentes: nos meses de abril e maio, a produção havia acumulado retração de 1,2%. Mesmo com o leve avanço de junho, o nível atual de atividade está 2% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 15,1% abaixo do pico histórico registrado em maio de 2011.
Entre as quatro grandes categorias industriais analisadas pelo IBGE, duas tiveram crescimento na passagem de maio para junho. A produção de bens de capital avançou 1,2%, mas caiu 1,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já os bens de consumo duráveis cresceram 0,2% tanto na comparação mensal quanto anual.
Por outro lado, os bens intermediários, que representam mais da metade da indústria nacional, recuaram 0,1% no mês, embora tenham crescido 1,7% frente a junho de 2024. A maior retração veio dos bens semi e não duráveis, com queda de 1,2% em junho e forte baixa de 8,8% na comparação anual.
