Alta dos preços reflete maior demanda por locação e menor atratividade na compra de imóveis comerciais diante dos juros altos
Os aluguéis de salas e conjuntos comerciais encerraram o primeiro semestre de 2025 com alta acumulada de 4,34%, segundo dados do Índice FipeZAP divulgados nesta segunda-feira (29). O desempenho supera com folga a inflação medida pelo IPCA no período, que ficou em 2,99%, e contrasta com a deflação de 0,94% registrada pelo IGP-M.
O avanço também foi superior à valorização dos imóveis comerciais à venda, que subiram apenas 1,68% no semestre. A tendência reflete um cenário de maior busca por locação, motivada pelo alto custo de oportunidade do capital. Com a taxa de juros ainda elevada, investidores e empresas preferem alugar, especialmente em regiões com maior oferta.
Em junho, o aluguel comercial teve alta de 0,56%, enquanto os preços de venda subiram 0,30%. Ambos os indicadores também superaram a inflação mensal do IPCA, que foi de 0,24%, e a deflação do IGP-M, de 1,67%.
No recorte por cidades, Brasília liderou o aumento nos preços de aluguel comercial no mês (+3,17%), seguida por Niterói (+2,69%) e Campinas (+1,45%).
