Conteúdos digitais fortalecem novos padrões de autocuidado entre homens e movimentam um mercado que pode chegar a US$ 67,2 bilhões até 2030
O comportamento dos homens em relação à estética tem mudado nos últimos anos, impulsionado pela influência de conteúdos digitais nas redes sociais. Rotinas de cuidados pessoais, vídeos com transformações visuais e postagens do tipo “antes e depois” têm contribuído para popularizar tratamentos estéticos e impulsionar o crescimento do setor voltado ao público masculino.
Segundo a consultoria Grand View Research, o mercado global de cuidados pessoais para homens deve saltar de US$ 30,8 bilhões em 2021 para US$ 67,2 bilhões até 2030, um avanço de mais de 118% em menos de uma década.
O consumo de informações digitais também se reflete na jornada de compra. Dados do relatório State of Consumer Trends, da McKinsey & Company, apontam que 32% dos consumidores utilizam redes sociais para pesquisar antes de adquirir um produto, acima dos 27% registrados em 2023. O reflexo é direto em clínicas especializadas, como a Homenz, que atendem um público cada vez mais informado e decidido sobre os procedimentos desejados.
“Hoje, o cliente chega até a clínica sabendo exatamente o que quer, muitas vezes porque viu o resultado em alguém nas redes”, afirma Luis Fernando Carvalho, CEO da Homenz. A rede, fundada em 2019 em Uberaba (MG), faturou R$ 100 milhões em 2024 e prevê encerrar 2025 com 100 unidades em operação no país.
Celebridades, atletas, influenciadores e criadores de conteúdo têm contribuído para naturalizar o autocuidado entre os homens, com postagens sobre saúde da pele, cabelo, estilo de vida e bem-estar. Esse movimento estimula a busca por protocolos não invasivos, com resultados rápidos, e reforça o papel da estética como parte da rotina masculina contemporânea.
“Esse novo olhar veio para ficar. As redes sociais democratizaram o acesso à informação e criaram novas referências sobre o comportamento do homem, que envolvem saúde, vaidade e imagem profissional”, conclui o executivo.
