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Cadeia da soja e do biodiesel deve crescer 11% em 2025

Da redação
21 de julho de 2025
Safra recorde e alta no processamento impulsionam setor, que pode representar 6,4% do PIB nacional

A cadeia produtiva da soja e do biodiesel deve registrar um crescimento expressivo de 10,95% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). Com isso, o setor pode representar 21,7% do PIB do agronegócio brasileiro e 6,4% do PIB nacional neste ano.

O avanço é sustentado por uma safra recorde de soja no Brasil, estimada em 169,7 milhões de toneladas, e pela intensificação no processamento da oleaginosa, estimulada pela elevação da mistura obrigatória de biodiesel (B14 e B15) desde 2024. O cenário tem mantido a atividade industrial em alta, com destaque para a demanda interna por óleo vegetal.

Dentro da porteira, o crescimento projetado do PIB é de 24,11%. Na agroindústria, a alta esperada é de 3,21%, enquanto os agrosserviços devem crescer 8,24%. O segmento de insumos deve avançar 3,17%. A renda da cadeia, que vinha em queda nos últimos três anos, deve subir 18,24% em 2025.

O estudo mostra ainda que o PIB gerado por tonelada de soja processada internamente pode ser até 4,4 vezes maior do que o gerado pela exportação direta do grão.

Empregos e comércio exterior

A cadeia empregava 2,44 milhões de pessoas no primeiro trimestre deste ano, aumento de 7,46% em relação ao mesmo período de 2024. O maior crescimento foi dentro da porteira, com 23 mil novos ocupados.

No comércio exterior, as exportações da cadeia somaram 27,91 milhões de toneladas no 1º trimestre — alta de 1,15% em volume. Em valor, no entanto, houve queda de 11,46%, para US$ 11 bilhões, refletindo a baixa nos preços internacionais. A China permaneceu como principal destino da soja em grão, com crescimento de 6,7% nas importações. A União Europeia e o Sudeste Asiático lideraram as compras de farelo, enquanto a Índia respondeu por 67,74% das exportações de óleo.

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