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Gol entra na disputa pelo novo aeroporto de Olímpia (SP)

Da redação
19 de julho de 2025
Companhia aérea aposta no potencial turístico da cidade e vê no terminal um caminho estratégico para ampliar voos e captar parte dos 5 milhões de visitantes esperados em 2025

A disputa pela construção do novo aeroporto internacional de Olímpia (SP) ganhou oficialmente um novo interessado, com a entrada da Gol Linhas Aéreas. Em reunião com o prefeito Geninho Zuliani (União Brasil) nesta semana, os empresários Nenê e Henrique Constantino, fundadores da companhia, reforçaram o interesse da empresa em acelerar o projeto, que ainda não saiu do papel, apesar da previsão de início das obras para este semestre.

É a primeira empresa aérea a manifestar publicamente apoio direto ao terminal, que tem sido motivo de disputa regional com a vizinha São José do Rio Preto, localizada a menos de 80 quilômetros. Embora Rio Preto já conte com um aeroporto em operação, o projeto de Olímpia mira alto: atrair voos comerciais regulares, fomentar o turismo e atender até 1 milhão de passageiros por ano.

No site da Gol, o destino já aparece como “São José do Rio Preto – Olímpia”, antecipando uma estratégia comercial que antevê o crescimento da região. A cidade se consolida como um dos principais polos turísticos do interior paulista, com 35 mil leitos hoteleiros e atrações como os parques Thermas dos Laranjais e Hot Beach. A estimativa da prefeitura é que 5 milhões de turistas passem por Olímpia até o fim de 2025.

O plano vai além. O município aprovou uma lei que autoriza cassinos e espaços de apostas, saindo na frente nas discussões sobre a legalização do setor no Congresso Nacional. O objetivo é se tornar a primeira cidade brasileira com um resort integrado a um cassino, o que atraiu o interesse de grupos internacionais, especialmente da China.

Com investimento inicial previsto de R$ 500 milhões, o novo aeroporto ocupará uma área de 200 hectares, com pista de 2.100 metros de extensão e 45 de largura, apta a receber aviões de grande porte, incluindo cargueiros. A gestão do terminal ficará sob responsabilidade da Infraero, e a Secretaria Nacional de Aviação Civil já deu sinal verde ao projeto.

Falta, no entanto, o principal obstáculo: o licenciamento ambiental, que depende do governo de São Paulo. A prefeitura e a Gol querem pressionar para que a liberação aconteça ainda neste ano, destravando o projeto e viabilizando um dos maiores investimentos em infraestrutura turística do país.

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