Uma sequência de imagems publicadas no Instagram durante o torneio de Wimbledon 2025 levou ao estrelato digital instantâneo uma estonteante personalidade que sequer existe. Criada por inteligência artificial, a influencer Mia Zelu apareceu em imagens hiper-realistas curtindo o evento em Londres. O que milhares seguidores (inclusive famosos) não perceberam é que tudo era uma simulação. Por isso o episódio foi escolhido a Fake da Semana de MR.
Mesmo com a bio da conta deixando claro que se trata de uma “influencer AI” e “digital storyteller”, o post rapidamente ultrapassou 50 mil curtidas. Entre os que interagiram estava o vice-capitão da seleção indiana de críquete, Rishabh Pant, que virou alvo de piadas nas redes. “Alguém avisa o Rishabh que ela não é real?”, ironizou um internauta.
Além da beleza e realismo, Mia Zelu também publica comentários emotivos. Em junho escreveu: “Você sabe o que é exaustivo? Fingir que está tudo bem enquanto está se esgotando por dentro.” Mesmo fruto de algoritmos, as mensagens ajudam a construir uma conexão com o público.
Mia tem até uma irmã gerada por IA. Com quase 300 mil seguidores no Instagram, Ana foi apresentada ao mundo em março. Ambas fazem parte de uma tendência de agências e startups que desenvolvem avatares virtuais para publicidade, engajamento e influência digital. Um exemplo é a espanhola The Clueless, que criou Aitana, que já acumula mais de 400 mil seguidores e chegou a receber convites para eventos de famosos.


Casos como o de Mia mostram como os limites entre o real e o digital estão cada vez mais borrados. A perfeição estética, o engajamento automatizado e a narrativa convincente fazem com que usuários nem percebam que estão interagindo com máquinas. Mais do que uma curiosidade, os influenciadores virtuais estão se tornando ferramentas de marketing poderosas enquanto abrem questões sobre ética, transparência e manipulação de massa.
