Volume embarcado cresceu 5,7% na comparação anual, com destaque para vendas à China, Bélgica e EUA; setor projeta superar US$ 3 bilhões em 2025
As exportações brasileiras de tabaco movimentaram US$ 1,36 bilhão no primeiro semestre de 2025, consolidando a liderança do país como maior exportador mundial da commodity pelo 32º ano consecutivo. De janeiro a junho, foram embarcadas 206.518 toneladas para mais de 100 países, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat).
O volume é 5,77% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o Brasil exportou 195.261 toneladas. Em receita, o crescimento foi ainda maior: 9,5% frente aos US$ 1,24 bilhão obtidos até a metade do ano passado. Os principais mercados foram China, Bélgica, Estados Unidos, Indonésia, Turquia e Emirados Árabes.
A projeção da consultoria Deloitte é de que as exportações de tabaco fechem 2025 entre 10,1% e 15% acima dos níveis de 2024, podendo ultrapassar US$ 3 bilhões. Segundo o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, o desempenho se explica pela qualidade e confiabilidade do produto brasileiro. “Nossa produção continua contando com a preferência dos clientes internacionais. O Sistema Integrado de Produção de Tabaco tem sido decisivo para manter esse padrão”, afirmou.
No Rio Grande do Sul, maior estado produtor e exportador do país, o tabaco teve papel de destaque na balança comercial. Só no primeiro semestre de 2025, os embarques gaúchos somaram 188,3 mil toneladas, com US$ 1,2 bilhão em receitas. Em 2024, o produto representou 12,55% de todas as exportações do estado. “Neste ano, o tabaco lidera as exportações gaúchas, o que reforça sua importância socioeconômica para a região”, ressaltou Thesing.
