Boletim de MONEY REPORT sobre questões ambientais, sociais e de governança no mundo dos negócios
Schneider Electric é a mais sustentável – de novo
A Schneider Electric foi eleita pelo segundo ano consecutivo a empresa mais sustentável do mundo em 2025 pela revista Time e pela plataforma de dados alemã Statista. A companhia, que atua na transformação digital da gestão de energia e automação, lidera o ranking das 500 empresas que deram exemplo em responsabilidade corporativa e práticas ESG.
A análise teve como base o comprometimento público das empresas e progresso em direção às metas de sustentabilidade durante o ano de 2023 (o mais recente para o qual há dados completos disponíveis). A Lojas Renner é a única brasileira no top 100 da revista Time. Ocupando a 28ª colocação, a varejista performa no ranking acima da Rede D’Or São Luiz (430ª) e Localiza (499°).
Mais de 100 milhões ainda sem acesso à rede de esgoto
O cruzamento de informações entre uma pesquisa da IFAT Brasil, Pezco Economics, Resolux Company e a projeção da população atualizada do IBGE revela que 101 milhões de brasileiros (47,8% da população) ainda não têm acesso à rede de esgoto. A região Norte é a mais afetada, com cobertura de apenas 14,7%. Em São Paulo, o estado com melhor desempenho, 1 em cada 10 habitantes ainda vive sem esgoto tratado.
De acordo com o levantamento, divulgado nesta semana durante a Feira Internacional para Água, Esgoto, Drenagem e Soluções em Recuperação de Resíduos (IFAT Brasil 2025), o país deve investir R$ 387 bilhões até 2040 em água e esgoto. Porém, o montante será insuficiente para alcançar a universalização, além de não estar distribuído de forma homogênea entre as cinco regiões brasileiras. A meta prevista pelo novo marco legal do saneamento é a de universalizar o atendimento com 90% da população coberta por rede de esgoto e 99% com acesso à água potável até 2033.
Agro fornece 29% da energia renovável, revela FGV



O agronegócio não é só consumidor. Se trata também de um dos principais fornecedores de energia renovável do país. O setor responde por cerca de 29% de toda a energia usada no Brasil – e, dentro do grupo das fontes renováveis, sua contribuição chega a impressionantes 60%, É o que revela o estudo inédito “Dinâmicas de Demanda e Oferta de Energia pelo Agronegócio” do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A pesquisa revela ainda que o agronegócio é responsável por mais da metade da energia renovável usada no Brasil. Isso inclui o etanol da cana, o biodiesel da soja, o biogás de resíduos agropecuários, a lenha de florestas plantadas, a lixívia e outros subprodutos. Sem essa contribuição, a matriz brasileira de energia renovável cairia de 49% para cerca de 20% – muito mais próxima da média global, que hoje gira em torno de 15%.
De acordo com o coordenador do núcleo de bioenergia do Observatório da FGV, Luciano Rodrigues, o estudo evidencia que uma nova dimensão se impõe desse setor: sua relevância estratégica na transição energética. “Esse protagonismo não se restringe à quantidade de energia limpa ofertada no país ou a presença dos biocombustíveis no setor de transporte – também se reflete nos destinos da bioenergia do agro, que se coloca como principal origem da matriz energética de vários setores industriais”, concluiu.
Uso de energia por valor da produção
O consumo de energia por valor da produção agropecuária é um indicador consolidado mundialmente para mensurar a eficiência energética e econômica do setor agropecuário, permitindo avaliar quanto de energia é requerido para gerar cada mil dólares de valor bruto da produção agropecuária.
Em 2022, o Brasil apresentou uma intensidade de uso de energia na agropecuária de 1,9 gigajoule (GJ) por mil dólares de valor bruto da produção, patamar próximo à média mundial, estimada em 1,7 GJ/US$ 1.000.
Brasil fornecedor global
Outro indicador analisado foi o de consumo de energia por valor da produção de alimentos, que mede a intensidade energética associada exclusivamente às cadeias agropecuárias voltadas à produção de alimentos.
Em 2022, o Brasil apresentou um consumo de 2,0 GJ de energia por mil dólares de valor da produção de alimentos, valor ligeiramente superior à média global (1,7 GJ/US$ 1.000), mas inferior a diversos países produtores relevantes, como: Argentina (8,2 GJ/US$ 1.000); Canadá (4,3 GJ/US$ 1.000); Espanha (2,4 GJ/US$ 1.000); e França (2,2 GJ/US$ 1.000).
ATA lança SAF Matchmaker para conectar companhias aéreas a fornecedores

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) anunciou o lançamento da plataforma SAF Matchmaker para facilitar a aquisição de combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês) por parte das companhias aéreas, combinando as solicitações às ofertas de SAF dos produtores. Quando há uma correspondência, as companhias aéreas e os fornecedores podem se conectar e realizar a negociação fora da plataforma para acertar condições específicas, como preço e forma de pagamento.
A plataforma permite compras imediatas e acordos de fornecimento futuro (offtake), e está inicialmente disponível apenas para companhias aéreas e fornecedores de SAF. Posteriormente, compradores de SAF e empresas não ligadas à aviação também participarão. O SAF Matchmaker está hospedado no Aviation Energy Hub, um espaço digital centralizado que fornece à indústria da aviação o acesso a ferramentas práticas que apoiam a gestão de energia.
Ibama concede 1ª licença prévia a projeto eólico offshore

Com capacidade instalada de até 24,5 megawatts (MW), o Sítio de Testes de Aerogeradores Offshore recebeu nesta terça-feira (24) a licença prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A estrutura será implementada a cerca de 20 quilômetros da costa de Areia Branca (RN). É a primeira licença prévia para um projeto de energia eólica offshore (em alto-mar) no país.

A estrutura contará com 2 aerogeradores: 1 de 8,5 MW (megawatt) e outro de 16 MW. A capacidade instalada serão usados no consumo do Porto-Ilha, administrado pelo Estado, e é conduzida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Norte (Senai-RN).
