País ameaça fechar o estreito de Ormuz, onde passa boa parte do combustível no mundo
O presidente executivo da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), Sérgio Araújo, disse que a ameaça do Irã de fechar o estreito de Ormuz após o ataque dos Estados Unidos no país pode afetar o preço dos combustíveis no Brasil. Norte e Nordeste devem ser os mais afetados, já que a maior parte dos combustíveis é produzido por refinarias privadas.
Cerca de 20% do combustível do mundo passa pelo local. O mercado estima que o preço do barril possa passar dos US$ 100. Atualmente ele está cotado a US$ 80. Araújo disse que o preço do diesel e da gasolina da Petrobras estava defasado em R$ 0,50 e R$ 0,20, respectivamente. Cerca de 25% do diesel consumido e 10% da gasolina dependem de petróleo importado.
Bruno Imaizumi, da LCA Inteligence, acredita que o aumento do combustível pode afetar outros produtos que dependam do transporte de caminhão e que mesmo se houver um aumento da produção, isto não evitará uma alta de preços.
