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PEC da Anistia dos partidos deve ser votada só em agosto

Da redação
17 de julho de 2024
Pressionado, presidente da CCJ do Senado diz ter dificuldades para definir relator da proposta

A proposta que perdoa multas de partidos políticos que não cumpriram as cotas de gênero e raça nas eleições anteriores segue sem relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O presidente da comissão, senador Davi Alcolumbre (União-AP), informou nesta quarta-feira (17) que está com dificuldades para encontrar um senador disposto a relatar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 9/2023.

“Quase que eu sou relator para ver se aprova logo”, disse Alcolumbre. Quando questionado por jornalista se teria interesse na pauta, respondeu que “confusão só presta grande” e riu. O presidente da CCJ informou que a PEC será votada na primeira sessão da comissão na volta do recesso, em agosto.

Do que se trata
  • A PEC da Anistia perdoa multas da Justiça Eleitoral aos partidos políticos que descumpriram as cotas de gênero e raça nas eleições anteriores;
  • Também ficaria impedida a suspensão do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha;
  • As legendas também ficam isentas de punições por prestações de contas com irregularidades antes da promulgação da PEC
  • O texto também prevê o refinanciamento de dívidas tributárias de partidos e suas fundações nos últimos cinco anos, com isenção total de multas e juros acumulados. As contas passariam a ser corrigidas pela inflação acumulada;
  • Dívidas tributárias poderão ser divididas em até 180 meses, enquanto débitos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em até 60 meses;
  • Como forma de compensação, o valor não usado para cumprir as cotas raciais nos pleitos de 2022 deverá financiar a candidatura de pessoas negras. A regra valeria a partir de 2026 e nas quatro eleições subsequentes;
  • A PEC foi aprovada na Câmara na quinta-feira (11) e enviada ao Senado, onde parou; 

Na semana passada, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que não pretende acelerar a tramitação da PEC. “Não há de minha parte nenhum tipo de compromisso de ir imediatamente ao plenário do Senado, com qualquer tipo de açodamento [pressa], em relação a essa matéria”, destacou.

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