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Clima causa prejuízos de R$ 639,4 bi aos municípios

Da redação
20 de maio de 2024
Pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) considerou os desastres naturais registrados nos últimos 11 anos

Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CMN) lançado nesta segunda-feira (20) revela um panorama alarmante: nos últimos 11 anos, o Brasil acumulou um prejuízo de R$ 639,4 bilhões em decorrência de desastres naturais. Entre 2013 e 2023, esses eventos afetaram 5.233 cidades, impactando a vida de 418,3 milhões de pessoas e causando 2.667 óbitos.

O levantamento detalha os tipos de desastres e seus impactos financeiros:

  • Chuvas: Responsáveis por R$ 191 bilhões em prejuízos, as inundações representam a principal causa de danos.
  • Seca e estiagem: Já a seca e a estiagem causaram R$ 347,4 bilhões em perdas.

Agricultura mais afetada

O estudo aponta a agricultura como o setor mais impactado pelos desastres, com prejuízos que chegam a R$ 271 bilhões. Outros setores que sofreram perdas significativas são:

  • Pecuária: R$ 86,6 bilhões
  • Instalações públicas de saúde: R$ 85,8 bilhões
  • Abastecimento de água potável: R$ 45,3 bilhões
  • Obras de infraestrutura: R$ 38,9 bilhões
  • Habitação: R$ 36,2 bilhões


Faltam recursos e capacitação

Apesar da urgência em ações de prevenção e gestão de riscos, a pesquisa revela que apenas 22,6% dos gestores locais se sentem preparados para enfrentar o aumento da frequência e intensidade dos desastres naturais.

Os principais desafios apontados pelos entrevistados são:

  • Falta de recursos financeiros: 94,1% dos gestores alegam essa carência como principal obstáculo.
  • Falta de capacitação técnica: 74,5% dos entrevistados também citam a necessidade de aprimoramento técnico para lidar com os desastres.

Dinheiro que não chega

A pesquisa da CMN também analisou os repasses federais para ações de gestão de riscos e desastres. No período analisado, o governo federal destinou R$ 9,5 bilhões no orçamento para essa finalidade. No entanto, apenas um terço desse valor foi efetivamente pago, o que representa um repasse de apenas R$ 3 bilhões aos municípios.

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