Ex-presidente acreditava que ainda havia chances de se constatar indícios de fraude eleitor, Segundo o ex-ajudante de ordens,
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), teria afirmado em delação premiada que Michelle e Eduardo Bolsonaro (PL), esposa e filho do ex-capitão, respectivamente, aconselhavam o então presidente a dar um golpe de Estado e não aceitar a derrota nas eleições. A informação é do site UOL desta sexta-feira (10).
Segundo o ex-auxiliar de Bolsonaro, a primeira-dama e o deputado federal faziam parte de um grupo mais radical de pessoas que aconselhavam o ex-presidente no Planalto.
Eles costumavam induzir Bolsonaro a acreditar que, caso desse um golpe, teria apoio da população e do Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).
De acordo com o site, com base em confirmações com três fontes que acompanham a delação de Cid, o tenente-coronel ainda afirmou que Bolsonaro não queria desmobilizar seus apoiadores acampados na frente dos quartéis do Exército, por acreditar que ainda havia chances de se constatar indícios de fraude eleitoral, ocasionando uma anulação do resultado do pleito.
Bolsonaro ainda teria pressionado os militares para elaborarem um relatório apontando essas suspeitas de fraudes. Esse relatório foi divulgado no início de novembro pelo Ministério da Defesa, mas não apontava nenhum indício concreto de irregularidades nas urnas.
Mauro Cid reafirmou à Polícia Federal que nunca foi encontrada nenhuma prova de fraude nas urnas eletrônicas.
O plano de golpe só não foi adiante, conforme o relato do tenente-coronel, porque não houve concordância dos comandantes militares. Esse trecho, já havia sido revelado. Naquela ocasião, segundo Cid, apenas o almirante Almir Garnier, da Marinha, teria topado participar de uma ruptura.
Ao UOL, os três citados sustentam que a delação de Cid carece de provas e negam qualquer uma das alegações feitas pelo militar.
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