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Compras internacionais pela internet cresceram 150% em cinco anos

Da redação
15 de agosto de 2023
Gigantes do varejo adaptam estratégias logísticas para atender à demandas

O consumo online de produtos estrangeiros por parte dos brasileiros atingiu níveis sem precedentes em plataformas como Shein, AliExpress, Wish, Shopee e Amazon. Um estudo da Receita Federal revelou que as compras por meio do comércio eletrônico “cross border” (transações envolvendo produtos de diferentes países) aumentaram em 150% nos últimos cinco anos.

No ano de 2022, mais de 176 milhões de itens foram importados, incluindo produtos sujeitos a tributação e outros isentos de impostos, como cartas e documentos. Isso demanda uma estrutura logística complexa para sua distribuição.

O AliExpress, que faz parte do grupo chinês Alibaba, estabeleceu uma de suas principais operações no Brasil, levando a empresa a expandir sua rede logística no país. Inicialmente com cinco voos semanais, a empresa aumentou esse número para oito voos em agosto de 2022.

A Shein, por outro lado, sem uma frota própria, está utilizando os serviços de transporte de carga do Brasil e investindo em armazéns logísticos na região. Isso ocorre principalmente após o anúncio de nacionalização da produção, que anteriormente era toda realizada na China. Além disso, a Shein se associou à plataforma de entregas Pegaki para facilitar a distribuição local.

No total, a Shein possui cinco centros de distribuição que somam cerca de 200.000 metros quadrados de espaço de armazenamento, equivalente a 18 campos de futebol. Esses centros armazenam tanto produtos fabricados no Brasil quanto aqueles trazidos da China. A empresa tem planos ambiciosos de expandir suas unidades fabris no Brasil de 164 para 2000 unidades nos próximos anos.

O e-commerce Shopee tem como foco principal as transações realizadas por vendedores locais em sua plataforma, representando 85% das transações, enquanto os restantes 15% são provenientes de vendedores estrangeiros. A empresa opera com parceiros logísticos para a entrega dos produtos.

No Brasil, as importações estrangeiras são categorizadas em dois tipos de remessa: expressa e postal. A remessa expressa é mais comum para importações feitas por empresas, enquanto a remessa postal é usada principalmente por pessoas físicas em compras de e-commerce “cross border”, devido ao seu custo mais baixo.

No país, 41 empresas estão autorizadas a operar serviços de courier (coleta e entrega de produtos importados dentro do território nacional), incluindo empresas como DHL, Fedex e Cainiao.

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