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Monitor do PIB aponta crescimento de 0,2% em junho

Da redação
15 de agosto de 2023
FGV estima que o acumulado da atividade econômica no segundo semestre tenha sido de R$ 5,74 trilhões

O levantamento do Monitor do PIB-FGV aponta crescimento de 0,2% na atividade econômica no segundo trimestre, em comparação com o primeiro, considerando dados de ajuste sazonal. Na comparação interanual o crescimento da economia no primeiro trimestre foi de 2,6%. Na análise mensal, a economia cresceu 1,3% em junho, comparado a maio e 2,7% com relação a junho de 2022. Os resultados foram apresentados nesta terça-feira (15) pela Fundação Getúlio Vargas Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE).

“Após o forte crescimento registrado no 1º trimestre do ano, a atividade econômica mostrou desaceleração no 2º trimestre. Apesar da forte retração registrada pela agropecuária, os modestos crescimentos do setor industrial e de serviços colaboraram para o resultado positivo de 0,2% no 2º trimestre. Em linhas gerais, este resultado mostra uma certa resiliência da economia, que segue em terreno positivo mesmo com grande parte do bônus da agropecuária tendo se reduzido. Por outro lado, esse fraco crescimento também ilustra a pouca capacidade de reação da economia para crescer de forma mais robusta em um ambiente de baixo investimento, juros altos e elevado grau de endividamento das famílias”, segundo Juliana Trece, coordenadora da pesquisa.

A análise desagregada dos componentes da demanda foi realizada na série trimestral interanual por apresentar menor volatilidade do que as taxas mensais e aquelas ajustadas sazonalmente, permitindo melhor compreensão da trajetória de seus componentes. 

Consumo das famílias

O consumo das famílias cresceu 2,3% no segundo trimestre. Conforme já destacado em edições anteriores do Monitor, este crescimento tem se reduzido desde o final de 2022. A menor contribuição do consumo de serviços e de produtos não duráveis são as principais razões para essa desaceleração do consumo.

Formação bruta de capital fixo

A FBCF retraiu 2,5% no segundo trimestre. Esta retração é explicada exclusivamente pelo desempenho do segmento de máquinas e equipamentos que se retraiu pelo sexto trimestre móvel consecutivo. A contribuição positiva gerada pelos segmentos da construção e de outros componentes da FBCF não foram suficientes para compensar a forte queda que tem ocorrido no componente de máquinas e equipamentos nacionais, devido principalmente à forte retração do segmento de caminhões, ônibus e relacionados.

Exportação

A exportação de bens e serviços cresceu 14,1% no segundo trimestre. Praticamente todos os componentes da exportação cresceram no período, contudo apenas dois explicam a maior parte do resultado positivo. As exportações de produtos agropecuários (30,1%) e da extrativa mineral (23,8%) foram responsáveis por cerca de 80% do desempenho positivo das exportações.

Importação

O total das importações cresceu 6,8% no segundo trimestre. As importações de bens de consumo com crescimento de 29,7% e de capital com 18,2% responderam por mais de 60% do crescimento deste componente. Como destaque negativo, tem-se apenas a importação de produtos agropecuários que retraiu 30,8%.

Valores

Em termos monetários, estima-se que o acumulado do PIB no segundo semestre de 2023 em valores correntes, tenha sido de R$ 5,74 trilhões.

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