Dinamarca tem o sistema político mais livre e representativo. Ranking considera 4 países autoritários, incluindo o anfitrião Catar
Os 32 países que disputam o posto de melhor seleção do mundo no futebol entraram no ranking de classificação por sistema democrático. Nessa disputa, Dinamarca é a campeã, seguida de Austrália e Suíça – empatadas–, Holanda e Canadá. O Brasil aparece em 16º lugar, um à frente da Argentina, seu maior adversário no continente sul-americano. Ou seja, se o ranking classificasse para as fases seguintes, os argentinos não avançariam na fase de grupos e o Brasil seria o maior derrotado nas oitavas de final.
Há quatro países considerados autoritários pelo Índice de Democracia da Economist Intelligence Unit entre os que estão na Copa do Mundo: Irã, no último posto, antecedido por Arábia Saudita, Camarões e Catar, o anfitrião do Mundial.
A lista das seleções se baseia na classificação mais recente, de 2021, realizada desde 2006 pela divisão de pesquisas e análises da revista “The Economist” em 167 países. O estado da democracia é verificado por 60 indicadores distribuídos em cinco categorias: processo eleitoral e pluralismo, liberdades civis, funcionamento do governo, participação política e cultura política.
A partir das médias obtidas, numa pontuação de 0 a 10, o índice agrupa os países em quatro grupos – democracia plena (superior a 8), democracia imperfeita (de 7,99 a 6), regime híbrido (de 5,99 a 4) e regime autoritário (abaixo de 4).
No ranking global, Noruega lidera as democracias e o posto de lanterninha fica com o Afeganistão, mas ambos estão fora do torneio. Na lista da Copa, a que nos interessa, 12 países figuram como democracias plenas, 11 como democracias falhas ou problemáticas, entre eles o Brasil, 5 como sistemas híbridos e 4 como autoritários.
