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Desemprego foi recorde em 20 estados no ano passado, aponta IBGE

Da redação
10 de março de 2021

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quarta-feira (10) pelo IBGE, mostra que a taxa média de desocupação em 2020 foi recorde em 20 estados brasileiros, acompanhando a média nacional, que aumentou de 11,9% em 2019 para 13,5% no ano passado – a maior da série histórica iniciada em 2012.

Os resultados foram pressionados pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus e as medidas de distanciamento social, que paralisaram as atividades no país por um período e fizeram com que muitas pessoas ficassem em casa sem procurar emprego. As taxas mais altas de desocupação ficaram com Bahia (19,8%), Alagoas (18,6%), Sergipe (18,4%) e Rio de Janeiro (17,4%), enquanto as menores com Santa Catarina (6,1%), Rio Grande do Sul (9,1%) e Paraná (9,4%).

No intervalo de um ano, a população ocupada reduziu 7,3 milhões de pessoas no país, chegando ao menor número da série anual (86,1 milhões). Com isso, pela primeira vez, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada. Em 2020, o nível de ocupação foi de 49,4%.

Em 15 estados, sendo todos do Nordeste, o nível de ocupação ficou abaixo de 50% no ano passado. Em Alagoas, apenas 35,9% das pessoas em idade para trabalhar estavam ocupadas. O Rio de Janeiro também aparece nessa lista, apenas 45,4% tinham um trabalho. Já Mato Grosso foi o estado com maior nível de ocupação (58,7%) no ano passado.

Já a taxa média nacional de informalidade foi superada em 19 estados, variando de 39,1%, em Goiás, até 59,6% no Pará. Em sete desses estados, a taxa ultrapassou 50% e apenas São Paulo (29,6%), Distrito Federal (28,2%) e Santa Catarina (26,8%) tiveram taxas de informalidade abaixo de 30%.

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