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Inflação entre os mais pobres recuou 0,21% em janeiro, mostra Ipea

Da redação
12 de fevereiro de 2021

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta sexta-feira (12), o Indicador de Inflação por Faixa de Renda para janeiro. A taxa para as famílias de renda mais baixa (cujo rendimento mensal é menor que R$ 1.650,50) apresentou um recuo de 0,21%, contra 1,58% em dezembro. A análise revelou que na faixa que representa as famílias de renda mais alta (com rendimento domiciliar superior a R$ 16.509,66), a taxa de inflação passou de 1,05% para 0,29% no mesmo período.

Em janeiro, embora a pressão nos preços dos alimentos ainda tenha sido registrada, esse impacto foi menor que em dezembro. Onze dos 16 itens que compõem o subgrupo de alimentação apresentaram desaceleração da inflação, com destaque para arroz (3,84% para 0,24%), carnes (3,58% para -0,08%), frango (2,75% para -0,07%), leite (157% para -1,35%) e óleo de soja (4,99% para -1,08%). Porém, o principal alívio ao segmento mais pobre da população foi a redução dos preços de energia elétrica: a deflação de 5,6% das tarifas conseguiu anular as altas de aluguel (0,55%) e do gás de botijão (3,19%).

Em paralelo, as famílias da base da pirâmide foram mais atingidas pelo aumento de 2,17% da gasolina. O impacto dos transportes sobre elas só não foi maior graças à deflação das passagens aéreas (-19,9%) e dos transportes por aplicativo (-12,1%). Além dos combustíveis, os reajustes de 0,66% dos planos de saúde e de uma série de serviços, como os de cartório (7,82%).

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