O IBGE divulgou nesta quarta-feira (10) que o volume de vendas do comércio varejista caiu 6,1% em dezembro na comparação com novembro, quando variou -0,1%. Foi a queda mais intensa para um mês de dezembro desde o início da série histórica, em 2000. Apesar dos resultados negativos nos últimos dois meses do ano, o acumulado de 2020 fechou com alta de 1,2%. Assim, o comércio engatou a quarta expansão anual consecutiva: 2,1% em 2017; 2,3% em 2018 e 1,8% em 2019. O crescimento do setor ao longo de 2020 veio após um primeiro semestre de retração (-3,2%), marcado pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus, e um segundo semestre de avanço (5,1%), já com a flexibilização da quarentena e a retomada mais intensa das atividades.
Segundo o IBGE, todas as dez atividades do comércio varejista, contando com varejo ampliado, fecharam dezembro com queda frente a novembro. Outros artigos de uso pessoal e doméstico caiu 13,8%, enquanto tecidos, vestuário e calçados recuou 13,3%. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-6,8%), móveis e eletrodomésticos (-3,7%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-2,7%), além de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,6%), combustíveis e lubrificantes (-1,5%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%) completam o comércio varejista. No varejo ampliado, a queda em veículos, motos, partes e peças foi de 2,8%, enquanto em material de construção, o recuo foi 1,8%.
O cenário foi diferente no acumulado anual. Cinco setores tiveram alta: material de construção (10,8%), móveis e eletrodomésticos (10,6%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,3%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%). Por outro lado, livros, jornais, revistas e papelaria (-30,6%), tecidos, vestuário e calçados (-22,7%), automóveis, motos, partes e peças (-13,7%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-16,2%) e combustíveis e lubrificantes (-9,7%) encerraram o ano em queda.
“As atividades tiveram dinâmicas diferentes durante o ano. Algumas foram muito afetadas pela pandemia e pelos momentos mais rigorosos de isolamento, como vestuário e combustíveis. Já outras se beneficiaram de mais pessoas em casa, como material de construção, ou não fecharam em momento algum, como hipermercados”, destacou Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).
