Em entrevista ao programa Brasil Urgente, da rede Bandeirantes, nesta segunda-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro deu como quase certa a prorrogação do auxílio emergencial às famílias que não consegue sustento durante a pandemia. Sem dar detalhes, Bolsonaro disse ao apresentador José Luiz Datena: “Acho que vai haver prorrogação” do benefício social, já que a pandemia não foi contida.
Bolsonaro afirmou ainda que os pagamentos trarão prejuízos às contas públicas: “Acho que vai ter prorrogação. Foram cinco meses de R$ 600 e quatro meses de R$ 300. O endividamento chegou na casa de R$ 300 bilhões. Tem um custo. O ideal é a economia voltar ao normal. Em São Paulo, por exemplo, estão com fase vermelha, fase amarela. Os donos de bares e restaurantes estão indignados. Em Belo Horizonte, mesmo problema. Até quando vão ficar com essa política de isolar? Se não deu certo antes, por que vai dar agora? Temos que enfrentar. Não adianta essa conversinha de ‘insensível e genocida’. Isso é conversa de quem não quer achar solução. Temos um vírus e estamos preocupados”.
A seguir, emendou: “Os brasileiros estão com dificuldade? Sim. Mas mais um endividamento? Se eu não fizer com responsabilidade, sobe a desconfiança no mercado, sobe o preço do dólar, sobe o preço de combustível… É uma bola de neve. Não é só ‘vou fazer’. Se fosse, o ideal seria dar R$ 10 mil para cada um até esse vírus sair”.
