Stefanini e Topaz levam ao Febraban Tech debate sobre arquitetura, agentes inteligentes e integração financeira na América Latina
A inteligência artificial está deixando rapidamente de ser exclusividade de poucas empresas. Com ferramentas cada vez mais acessíveis e modelos semelhantes disponíveis no mercado, o desafio para os bancos começa a mudar: ter IA já não basta; é preciso saber transformá-la em resultado.
É essa discussão que o Grupo Stefanini e a Topaz, empresa de tecnologia financeira do grupo, levarão ao Febraban Tech 2026. As companhias colocam no centro do debate temas como integração de dados, agentes inteligentes, governança e a construção de uma infraestrutura capaz de conectar sistemas antigos às novas aplicações de inteligência artificial.
“Em pouco tempo, praticamente todos terão acesso às mesmas tecnologias de IA. O que realmente diferenciará as instituições será a arquitetura construída para integrar dados, processos, pessoas e inteligência em uma operação segura e escalável”, afirma Marco Stefanini, fundador e CEO global do Grupo Stefanini.
Depois da corrida pela IA, vem a execução
A avaliação reflete uma nova etapa da corrida tecnológica no sistema financeiro. Nos últimos anos, bancos e fintechs avançaram em inteligência artificial generativa, automação e análise de dados. Agora, cresce a pressão para demonstrar ganhos concretos de produtividade e eficiência.
Nesse cenário, sistemas legados, APIs, qualidade dos dados, segurança e governança passam a pesar tanto quanto os próprios modelos de IA.
A mudança também chega à estrutura das empresas. A relação entre profissionais e capacidade computacional será tema de um dos painéis do Febraban Tech, com participação de Enrico Geiger, head global de Consulting Services da Stefanini, além de executivos do BTG Pactual e Citi e representante da FGV.
E o banco pode ficar cada vez menos visível
Outra transformação em curso acontece fora das instituições financeiras tradicionais. Serviços bancários vêm sendo incorporados a aplicativos de varejo, mobilidade, telecomunicações e marketplaces, movimento conhecido como embedded finance, ou finanças embarcadas.
Para a Topaz, essa tendência ganha outra dimensão na América Latina, onde a integração entre diferentes mercados pode abrir espaço para serviços financeiros capazes de atravessar fronteiras com menos atrito.
Pagamentos, dados, identidade digital, biometria e sistemas de prevenção a fraudes tornam-se parte da infraestrutura necessária para essa aproximação.
“Há uma oportunidade importante de aproximar os mercados latino-americanos a partir de uma infraestrutura financeira cada vez mais conectada”, afirma Jorge Iglesias, CEO da Topaz.
Segundo ele, a possibilidade de criar jornadas financeiras entre países esbarra, porém, em diferenças regulatórias e tecnológicas, exigindo sistemas capazes de conversar entre si.
Iglesias participa em 26 de agosto do painel “Banco sem fronteiras: ecossistema completo e convergência tecnológica na transformação do sistema financeiro latino-americano”, ao lado de representantes da Topaz, Banco Mercantil e RappiPay Colômbia.
Se a primeira onda da transformação digital foi marcada pela corrida para colocar serviços bancários no celular e a seguinte pela adoção da inteligência artificial, a disputa que começa agora pode ser menos visível para o consumidor: quem conseguir integrar melhor tecnologia, dados e infraestrutura terá mais condições de transformar IA em negócio.
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