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Bar da Dona Onça: baixa gastronomia de respeito

Aluizio Falcão Filho
8 de novembro de 2026

O Bar da Dona Onça é figurinha carimbada em guias descolados, listas de locais bacanas e rankings de drinks bem-feitos. Instalado no térreo do charmoso edifício Copan, combina modernidade e visual das antigas. Mas e a comida, além dos petiscos competentes? Em se tratando de baixa gastronomia, recomendo dois pratos, ambos espetaculares, simples e deliciosos (além das caipirinhas, é claro).

O primeiro é o arroz mexidinho de carne moída. Um verdadeiro paraíso da mistura, com direito a feijão vermelho e tomates picadinhos, além de couve e frita. O arroz é molhadinho e parece uma comida de infância levada ao nível da alta gastronomia.

Minha outra recomendação também tem o arroz como base: a famosa galinhada com quiabo. Espetacular. Também molhadinho, tem aquele gosto de frango de panela feito pela mãe, com direito a quiabos cortadinhos e na consistência certa, nem moles nem duros. Mas há uma cereja neste bolo: uma gema de ovo confitada, cremosa e consistente. Uma delícia. Apenas um reparo: não entendo essa obsessão de alguns chefs de botar flores na comida. Call me “old school”, mas, para mim, flor é flor e comida é comida.

O Dona Onça tem essa pegada de comida caseira bem executada e reúne multidões aos sábados, quando serve uma disputada feijoada. Os pasteis de lá também merecem registro, mas ninguém deve sair de lá sem experimentar as caipirinhas. Minha sugestão: a de maracujá e tangerina é excepcional.

Ah, nota dez para o atendimento. Cortês, discreto, eficiente. E os garçons têm um uniforme parecido com a roupa dos ajudantes da Mulher-Gato do seriado “Batman” da TV.

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