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Vivo incorpora tecnologia da Starlink para alcançar regiões fora da cobertura tradicional

Da redação
28 de outubro de 2026

A Vivo anunciou o lançamento do serviço Vivo Satélite, que permitirá conexão direta via satélite em smartphones compatíveis por meio de uma parceria com a Starlink Mobile. Segundo relatório do BTG Pactual, a iniciativa tem potencial para alcançar cerca de 50 milhões de clientes entre consumidores e empresas, ampliando a conectividade em regiões onde as redes móveis terrestres não chegam.

De acordo com o banco, o serviço será disponibilizado inicialmente sem custo adicional para clientes elegíveis durante um período promocional de 12 meses. A solução estará disponível em planos pós-pagos, Controle, Vivo Lite e também para parte da base pré-paga, seguindo as condições de cada oferta.

A conectividade via satélite permitirá o uso de aplicativos de comunicação e navegação, como WhatsApp, iMessage, Google Messages, Google Maps, Apple Maps e o aplicativo da própria operadora. Por outro lado, chamadas convencionais, videochamadas e acesso irrestrito à internet ainda não fazem parte da proposta do serviço.

No relatório, o BTG Pactual destaca que o modelo adotado pela Starlink Mobile prevê que as operadoras mantenham o relacionamento comercial com os clientes e forneçam o espectro licenciado, enquanto a Starlink entrega a infraestrutura de conectividade por satélite.

Para o banco, esse formato tende a ser especialmente adequado para mercados emergentes como o Brasil. A avaliação é que os níveis de receita média por usuário no país favorecem parcerias entre operadoras já estabelecidas e provedores de conectividade via satélite, em vez da construção de uma operação móvel independente pela Starlink.

O BTG observa ainda que a tecnologia deve atuar, neste momento, como complemento às redes móveis tradicionais, ampliando a cobertura em áreas remotas. Embora a evolução da tecnologia possa trazer implicações competitivas mais relevantes no futuro, a visão apresentada no relatório é de que acordos entre operadoras e provedores de conectividade via satélite continuarão sendo o modelo predominante no mercado brasileiro.

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