Projeto combina fibra óptica e inteligência artificial para detectar movimentações no oceano e proteger infraestruturas estratégicas
A BAE Systems está desenvolvendo uma tecnologia capaz de transformar cabos submarinos de fibra óptica em sensores para monitorar atividades no fundo do oceano. A pesquisa combina inteligência artificial e análise de vibrações para identificar embarcações, fenômenos naturais e possíveis ameaças às redes de comunicação.
A iniciativa utiliza o sensoriamento acústico distribuído (Distributed Acoustic Sensing, ou DAS), que analisa pequenas alterações em pulsos de luz transmitidos pelas fibras ópticas. A tecnologia permite aproveitar cabos já instalados, transformando-os em uma extensa rede de sensores sem a necessidade de construir uma nova infraestrutura.
Inicialmente voltado à identificação de falhas em cabos de energia e danos causados por embarcações, o projeto passou a explorar aplicações como o monitoramento de pesca ilegal e a proteção de instalações submarinas.
Inteligência artificial no fundo do mar
Um dos principais desafios é processar o volume de informações coletadas, que pode chegar a um petabyte por dia. Para isso, pesquisadores utilizam algoritmos de aprendizado de máquina capazes de diferenciar sons de embarcações, animais marinhos e outros elementos do ambiente oceânico.
No Brasil, a tecnologia poderia contribuir para a proteção de cabos internacionais de internet, especialmente em Fortaleza, no Ceará, além de instalações de petróleo e gás no litoral.
A BAE Systems prepara uma nova fase de testes, prevista para durar três meses, utilizando sensores em um cabo comercial. O objetivo é aprimorar os algoritmos e avaliar a viabilidade da tecnologia para futuras operações de vigilância marítima.
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