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A arma secreta estava na plateia

Da redação
24 de outubro de 2026
Enquanto Flávio Bolsonaro chegou cercado por governadores, Lula levou ao último debate Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, personagem de um dos temas mais delicados da noite

A Imagem da Semana não estava exatamente no palco do último debate presidencial. Estava na primeira fila da plateia.

Flávio Bolsonaro chegou à Globo acompanhado de aliados de peso, entre eles governadores eleitos e reeleitos. Lula escolheu outro tipo de presença: levou Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, menina de cinco anos morta por um tiro durante uma operação policial em Niterói, em 2021.

A presença não era casual. Flávio integrou a defesa do policial militar Bruno Dias Delarolli, acusado de efetuar o disparo que matou a criança, e o episódio já vinha sendo explorado pela campanha adversária. O candidato do PL sustenta que atuou no exercício da advocacia e afirma confiar que o policial não foi o autor do tiro.

Foi justamente ao abordar o caso que ocorreu uma das gafes mais marcantes da noite. Flávio tentou dirigir uma mensagem de solidariedade a Cristiane, mas a chamou de Ana Clara, o nome da filha morta. Da plateia, veio imediatamente a correção: “Ela morreu!”.

A cena condensou uma característica cada vez mais evidente dos debates eleitorais: o confronto não acontece apenas entre os candidatos. Quem está na plateia, quem aparece nas câmeras e até quem acompanha cada presidenciável ao estúdio também faz parte da estratégia.

De um lado, governadores transmitindo força política. Do outro, uma mãe ligada a um episódio sensível da trajetória profissional do adversário. No fim, a Imagem da Semana mostrou que, em um debate decisivo, algumas das peças mais importantes nem precisam estar atrás de um púlpito.

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