Unidades permitem testar sistemas de resfriamento líquido em data centers em operação. Rede EPIC já está presente em cinco cidades e terá novas instalações em 2027
A Equinix anunciou a criação de uma rede global de centros de inovação voltados à validação de infraestrutura para inteligência artificial. Chamados de Equinix Enhanced Performance Innovation Centers (EPIC), os espaços permitem que empresas testem tecnologias de resfriamento líquido e equipamentos de alta densidade antes de ampliar suas operações. A iniciativa já está em funcionamento em Frankfurt, Londres, Osaka, Paris e Sydney, com novas unidades previstas para 2027.
O projeto responde ao aumento da demanda por capacidade computacional para treinar e executar modelos de IA. Com processadores mais potentes e maior concentração de equipamentos por rack, os data centers precisam de soluções de refrigeração capazes de controlar o calor gerado sem comprometer o desempenho e a eficiência operacional. Nesse cenário, o resfriamento líquido ganha relevância como alternativa para atender às exigências das aplicações de alta densidade.
Os centros EPIC funcionam dentro de data centers ativos da Equinix e permitem que clientes avaliem equipamentos, testem cargas de trabalho e identifiquem eventuais problemas de integração antes de colocar novos projetos em produção. A companhia também oferece suporte técnico e acesso a parceiros de tecnologia, com o objetivo de reduzir riscos e acelerar a implantação de infraestrutura para IA.
Segundo Brian Stein, vice-presidente sênior de Produtos e Serviços de Infraestrutura da Equinix, o resfriamento líquido se tornou um componente importante da infraestrutura empresarial moderna. A empresa afirma que a rede EPIC amplia sua estratégia de oferecer ambientes de validação prática, após iniciativas anteriores voltadas à experimentação de tecnologias e à avaliação de arquiteturas distribuídas.
No Brasil, onde a Equinix mantém operações de data centers, a expansão global da infraestrutura para IA acompanha um desafio relevante para o setor: preparar instalações para cargas computacionais mais intensivas, com exigências crescentes de energia, refrigeração e conectividade. O anúncio, porém, não detalha a abertura de um centro EPIC no país.
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