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O novo Leggero: leve, saboroso e surpreendente

Aluizio Falcão Filho
17 de outubro de 2026

Nos últimos anos, quando perguntavam a minha opinião sobre os restaurantes com a marca Fasano, respondia que os menus das casas estavam muito parecidos e precisavam de uma renovação. Depois desta semana, no entanto, não posso mais dizer isso. O Leggero é uma grata surpresa, com um menu criativo, desconcertante e nada tradicional.

O nome do novo restaurante é um trocadilho com o nome de seu mentor gastronômico, Gero Fasano, que privilegiou receitas com vegetais e proteínas trabalhadas na brasa e no forno Josper. O resultado é espetacular e a casa já está enchendo em seus primeiros dias de atividade.

O Leggero é como se fosse dois restaurantes em um. Durante o dia, o salão bem iluminado pelos janelões traz para o almoço um público que mistura executivos e mesas de amigos. À noite, porém, a iluminação é difusa, o som é mais alto e os clientes recebem um menu musical para pedir canções (o DJ atende os pedidos dentro de seu setlist).

Maitres e garçons sugerem que entradas e pratos sejam compartilhados nas mesas. É uma ótima ideia. Começamos com um carpaccio de atum, que estava muito bom. Aliás, o menu oferece oito opções de carpaccio, sendo quatro vegetarianas. Não provei, mas ouvi elogios ao de beterraba assada.

A qualidade e o sabor dos pratos vegetais, aliás, é espantosa e vai suplantar qualquer preconceito vindo dos carnívoros. Neste capítulo, pedimos duas porções. Uma foi a de cogumelos Portobello e de morilles. Muito bom. Outra foi a alface romana grelhada com creme de milho, com um sabor queimadinho que pede um repeteco.

Entre os principais, experimentamos a lasanheta de vegetais, na qual brilha uma fatia deliciosa de batata. Parece estranho, mas é fabuloso. Uma sugestão: divida essa lasanha, pois o bechamel pode ser um pouco enjoativo. Pedimos também um atum grelhado, talvez um dos melhores que já provamos, com um nada óbvio molho de mostarda de grãos. Como acompanhamento, escolhemos uma escarola com aliche e azeitonas Taggiasca. Maravilhosa. Outra aposta que não tem como errar: o galeto feito no Josper. Um primor.

Pedimos duas sobremesas. Uma foi sugestão do garçom, o sorvete artesanal de nata. Boa, mas não inesquecível. Já a segunda estava esplendorosa: o cioccolato e pistacchio. Trata-se de uma fórmula convencional, mas os sabores estavam divinos, com três texturas e intensidades diferentes de chocolate.

Saímos com vontade de experimentar pelo menos mais dez opções do cardápio. E voltaremos para isso. Ah, um aviso importante: nesses primeiros dias de operação, a casa não abrirá aos domingos.

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