A aprovação da PEC que extingue a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas passou a ocupar o centro da disputa presidencial. A medida foi aprovada pelo Senado por ampla maioria, com placar de 75 votos a 1 em dois turnos, e deve ser promulgada nos próximos dias.
Segundo informações do jornal O Globo, o resultado foi comemorado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que classificou a mudança como uma conquista histórica para os trabalhadores. A expectativa entre aliados é que a aprovação fortaleça o discurso da campanha petista ao associar o governo a uma pauta de impacto direto na rotina dos empregados formais.
Do lado da oposição, o senador Flávio Bolsonaro também votou favoravelmente à proposta, apesar de ter feito críticas ao texto ao longo dos últimos meses. A mudança de posicionamento ocorreu em meio à campanha do segundo turno e reflete uma tentativa de evitar desgaste eleitoral em torno de um tema que ganhou apoio popular.
Embora a aprovação tenha elevado a temperatura política da disputa, integrantes da campanha de Lula avaliam que o efeito eleitoral pode ser limitado. A leitura é que parte do impacto da medida já estaria incorporada à percepção do eleitorado e que seus benefícios alcançam principalmente trabalhadores com carteira assinada.
O tema, porém, reforçou o movimento estratégico dos dois lados da corrida presidencial. Enquanto Lula busca capitalizar a aprovação da proposta e ampliar sua conexão com os trabalhadores, Flávio Bolsonaro procura neutralizar eventuais perdas políticas e manter a vantagem obtida no primeiro turno.
Com debates decisivos previstos para os próximos dias, a expectativa das campanhas é que a reta final da eleição seja marcada pela disputa em torno de pautas econômicas e de mercado de trabalho, com o fim da escala 6×1 assumindo papel de destaque no debate público.
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