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Bebidas zero ganham espaço no varejo e consumidores pagam mais por alternativas

Da redação
14 de outubro de 2026
Levantamento da Neogrid mostra avanço de energéticos e refrigerantes sem açúcar e de cervejas sem álcool, mesmo com preços superiores aos das versões tradicionais

As bebidas sem açúcar e sem álcool ampliaram sua presença nas compras dos brasileiros entre 2024 e 2026, apesar dos preços mais elevados em relação às versões convencionais. O movimento, identificado em levantamento da Neogrid, empresa de tecnologia e inteligência de dados, indica oportunidades para a indústria e o varejo em categorias que ganham espaço no consumo.

Entre as bebidas sem açúcar, os energéticos zero foram o destaque. A presença da categoria nas notas fiscais analisadas passou de 12,2% em 2024 para 20,6% em 2026, avanço de 8,4 pontos percentuais. Nos refrigerantes, a participação das versões sem açúcar subiu de 18,6% para 22,5% no mesmo período.

O crescimento ocorre mesmo com preços superiores aos das opções tradicionais. Em 2026, os energéticos zero custavam, em média, 14,4% a mais por litro, enquanto a diferença chegava a 20,5% nos refrigerantes. Nos isotônicos, o preço por litro das versões analisadas era 110,4% maior.

O gasto por compra também aumentou em algumas categorias. O tíquete médio dos refrigerantes sem adição de sacarose passou de R$ 12,50, em 2024, para R$ 14,06, em 2026, alta de 12,5%. Nos energéticos, o valor avançou 5,4%, de R$ 13,18 para R$ 13,89.

Cerveja sem álcool avança

Entre as bebidas sem álcool, a cerveja também ganhou participação nas compras. A presença da categoria nas notas fiscais subiu de 4,4% para 5,6% entre 2024 e 2026. No período, a quantidade média de unidades por visita ao mercado aumentou de 4,6 para 5,3, enquanto o gasto médio passou de R$ 26,29 para R$ 30,35, alta de 15,4%.

Outras categorias também registraram aumento na quantidade comprada. No guaraná pronto, o número de embalagens por compra avançou de 1,1 para 1,6, crescimento de 52,5%. Nas bebidas à base de soja, a média passou de 1,6 para 1,9 unidade, alta de 19,4%.

O desempenho, porém, varia conforme o segmento. Enquanto cervejas sem álcool, guaranás prontos e bebidas de soja registraram aumento no volume de unidades adquiridas, isotônicos, sucos em pó e sucos concentrados tiveram retração nesse indicador.

Para a cadeia de abastecimento, a mudança no comportamento do consumidor exige atenção à composição da demanda e ao planejamento de estoques. Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, o avanço das bebidas alternativas reforça a importância de acompanhar as preferências dos consumidores para ajustar o sortimento, a distribuição e as estratégias comerciais.

O levantamento considera dados de 2024, 2025 e 2026 de pequenos varejos, supermercados, hipermercados e atacarejos de todo o país. A análise inclui indicadores de presença nas notas fiscais, preço por litro, quantidade de itens e tíquete médio. Segundo a Neogrid, a operação processa mensalmente mais de 40 milhões de notas fiscais no Brasil.

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