A Ambev deve apresentar um terceiro trimestre marcado mais pela expansão da rentabilidade do que pelo crescimento dos volumes vendidos, segundo relatório divulgado pelo BTG Pactual. O banco projeta receita líquida de R$ 21,6 bilhões e EBITDA de R$ 7,5 bilhões no período, com margem EBITDA de 34,9%, acima do registrado um ano antes.
De acordo com o relatório, a expectativa é de crescimento consolidado de volumes de apenas 0,7% na comparação anual. Ainda assim, a companhia deve se beneficiar de menores custos e de uma combinação mais favorável entre preços e mix de produtos, fatores que sustentariam a melhora das margens operacionais.
No mercado brasileiro de cerveja, principal operação da empresa, o BTG estima alta de 3,3% nos volumes vendidos no trimestre. O banco destaca que o desempenho deve ser impulsionado principalmente pela capacidade da companhia de capturar ganhos de preço, o que pode elevar a receita por hectolitro em cerca de 6,8% na comparação anual.
Para as demais operações da companhia, o cenário é mais moderado. O BTG prevê retração de volumes na América Central e Caribe, Canadá e em parte da América do Sul, refletindo fatores específicos de cada mercado, incluindo a descontinuação de operações em Cuba e desafios operacionais em alguns países da região.
O banco mantém recomendação de compra para as ações da Ambev e preço-alvo de R$ 20 para os próximos 12 meses. Na avaliação dos analistas, a empresa tem recuperado sua capacidade de liderar reajustes de preços, apoiada pela força de seu portfólio de marcas e pela expectativa de geração consistente de caixa e distribuição de dividendos.
Para 2026, o BTG projeta receita próxima de R$ 90,6 bilhões, EBITDA superior a R$ 31 bilhões e lucro líquido de R$ 16,6 bilhões. O banco também estima retorno sobre o capital investido (ROIC) acima de 35% e dividend yield de aproximadamente 7,5% no ano.
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