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Governo tenta acelerar debate sobre fim da escala 6×1 no Congresso

Da redação
6 de outubro de 2026
José Guimarães deve procurar Hugo Motta e Davi Alcolumbre para discutir tramitação da PEC após o primeiro turno

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, deve se reunir com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para discutir a tramitação da proposta que prevê o fim da escala 6×1.

Responsável pela articulação política do governo com o Congresso, Guimarães também afirmou que pretende reunir os líderes governistas na Câmara, no Senado e no Congresso para definir a estratégia em torno da proposta.

A medida é tratada como prioridade pelo Palácio do Planalto e ganhou ainda mais peso político após o primeiro turno das eleições. Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva veem a pauta como uma das bandeiras que podem ser exploradas na campanha do segundo turno.

Na véspera da votação de domingo, Alcolumbre havia anunciado a intenção de colocar a PEC em discussão no Senado. O movimento foi interpretado por integrantes da base governista como um gesto de aproximação com o Planalto.

Guimarães afirmou que o resultado do primeiro turno não deve interromper a tramitação da proposta. Segundo ele, a intenção é avançar na discussão assim que os presidentes das duas Casas retornarem a Brasília.

“Vamos focar na votação. É cuidar bem para que possa ser votada, é uma prioridade”, afirmou o ministro.

A expectativa do governo, no entanto, esbarra no rito de tramitação de uma proposta de emenda à Constituição e na necessidade de construção de maioria no Congresso.

O senador Cid Gomes (PSB-CE) afirmou que a proposta precisa cumprir as etapas previstas antes de uma eventual votação. Já a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), reconheceu que o cenário ficou mais difícil após o resultado das urnas, embora defenda a continuidade da pressão pela análise do texto.

Nos bastidores, a avaliação é de que Alcolumbre ainda pode levar a PEC adiante, mas em ritmo mais lento. A correlação de forças no Senado também mudou após as eleições, com o crescimento da bancada do PL, partido que se posiciona contra o fim da escala 6×1.

A proposta deve seguir no centro das negociações políticas nas próximas semanas, em meio à disputa eleitoral e à reorganização das forças no Congresso.

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