O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo dia 25. Com mais de 94% das urnas apuradas, Flávio aparecia com 47,79% dos votos válidos, enquanto Lula somava 44,26%.
O resultado confirmou um desempenho acima das expectativas para o candidato do PL, impulsionado pelo avanço de candidatos alinhados ao bolsonarismo em diferentes disputas pelo país. A tendência já havia sido indicada pelas pesquisas mais recentes, que mostravam crescimento de Flávio na reta final da campanha.
Para Lula, o cenário representa um desafio maior do que o previsto inicialmente. A expectativa da campanha petista era encerrar o primeiro turno com uma vantagem que garantisse uma posição mais confortável para a etapa decisiva da eleição.
A votação também refletiu a força do eleitorado de direita nas eleições para o Congresso e em disputas estaduais, movimento que acompanhou o crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro ao longo da campanha.
Após iniciar a corrida eleitoral cercado por dúvidas, sem o apoio formal de parte dos aliados, Flávio consolidou sua candidatura e absorveu grande parte do eleitorado de direita. Outros nomes que buscavam espaço nesse campo político, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury, terminaram a disputa sem conseguir ameaçar seu desempenho.
Além disso, o senador do PL ultrapassou a marca de 53 milhões de votos no primeiro turno, tornando-se o candidato apoiado pelo bolsonarismo com o melhor desempenho eleitoral nessa fase da disputa presidencial. Agora, ele e Lula iniciam a corrida final pelo Palácio do Planalto em uma das disputas mais polarizadas dos últimos anos.
