Maior edição da Watch Art Grand Exhibition ocupa 2.900 m², celebra a cultura italiana e apresenta um novo cronógrafo de alta complicação
Milão entrou definitivamente no mapa da alta relojoaria. A Patek Philippe abriu nesta sexta-feira (2) a maior edição já realizada da Watch Art Grand Exhibition, mostra que reúne cerca de 500 relógios e transforma o CityOval em uma espécie de mergulho na história, na técnica e no universo artesanal da manufatura suíça.
Com 2.900 m² e entrada gratuita, a exposição fica em cartaz até 18 de outubro e reúne relógios de pulso, de bolso e de mesa, além de peças históricas vindas do Museu Patek Philippe, em Genebra. O percurso também inclui demonstrações de ofícios tradicionais e criações desenvolvidas especialmente para a passagem da mostra pela Itália.
Organizada em 15 áreas temáticas, a exposição explora diferentes faces da relojoaria, da evolução mecânica aos trabalhos manuais que transformam cada peça em objeto de coleção.
Itália vira inspiração

Um dos grandes destaques da edição italiana está em 25 criações concebidas especialmente para homenagear cidades, paisagens e tradições do país.
Milão aparece representada em um relógio de mesa com mapa da cidade e a silhueta dourada do Duomo. Já a Toscana inspira uma série de dez modelos Golden Ellipse, com mostradores trabalhados em marchetaria de madeira.
A Costa Amalfitana também ganha espaço em três relógios Calatrava, decorados com técnicas de esmalte e pintura em miniatura. Até o Fiat Cinquecento, um dos ícones do design italiano, virou referência para quatro relógios de pulso.
Outras peças fazem menção à renda artesanal da ilha de Burano, ao tradicional vidro de Murano e ao mosaico florentino, combinando técnicas como gravação manual, esmaltação, marchetaria e cravação de gemas.

Um novo capítulo para as grandes complicações
A mostra também celebra os 85 anos desde que a Patek Philippe reuniu, pela primeira vez em um relógio de pulso, as funções de cronógrafo e calendário perpétuo.
Para marcar a data, a maison apresenta a Referência 5978P-010, equipada com um novo calibre capaz de alterar simultaneamente as indicações de dia, data, mês e ano bissexto.
A mudança acontece exatamente à meia-noite e leva apenas 30 milissegundos, segundo a fabricante. Produzido em platina, o modelo terá edição limitada a apenas 120 unidades.

Entre mecânica e espetáculo
Mais do que expor relógios, a edição de Milão aposta em uma experiência imersiva.
Uma nova área dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento apresenta o funcionamento dos calibres mais recentes da marca, enquanto outro espaço revela detalhes do trabalho de manutenção e pós-venda da manufatura.
Há ainda um ambiente dedicado aos relógios com mecanismo de repetição, uma das complicações mais sofisticadas e tradicionais da relojoaria suíça.
No centro da exposição, a Patek Philippe criou uma das instalações mais cenográficas da mostra: uma estrutura de nove metros de altura inspirada no Jet d’Eau, símbolo de Genebra, formada por 2.028 elementos de vidro.
De Dubai a Milão
Criada em 2012, a Watch Art Grand Exhibition nasceu com a proposta de levar a diferentes cidades parte do patrimônio relojoeiro preservado pela Patek Philippe em Genebra.
Desde então, já passou por Dubai, Munique, Londres, Nova York, Singapura e Tóquio. A edição japonesa, realizada anteriormente, recebeu cerca de 74 mil visitantes.
Agora, em Milão, a marca eleva novamente a escala da exposição. Entre peças históricas, criações exclusivas e novas complicações mecânicas, a mostra transforma a relojoaria em algo que vai além da medição do tempo: vira design, artesanato, engenharia e objeto de desejo.
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