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Patek Philippe transforma Milão em vitrine da alta relojoaria com 500 peças

Da redação
2 de outubro de 2026
Maior edição da Watch Art Grand Exhibition ocupa 2.900 m², celebra a cultura italiana e apresenta um novo cronógrafo de alta complicação

Milão entrou definitivamente no mapa da alta relojoaria. A Patek Philippe abriu nesta sexta-feira (2) a maior edição já realizada da Watch Art Grand Exhibition, mostra que reúne cerca de 500 relógios e transforma o CityOval em uma espécie de mergulho na história, na técnica e no universo artesanal da manufatura suíça.

Com 2.900 m² e entrada gratuita, a exposição fica em cartaz até 18 de outubro e reúne relógios de pulso, de bolso e de mesa, além de peças históricas vindas do Museu Patek Philippe, em Genebra. O percurso também inclui demonstrações de ofícios tradicionais e criações desenvolvidas especialmente para a passagem da mostra pela Itália.

Organizada em 15 áreas temáticas, a exposição explora diferentes faces da relojoaria, da evolução mecânica aos trabalhos manuais que transformam cada peça em objeto de coleção.

Itália vira inspiração
Relógio de bolso Patek Philippe 995/151G-001 “Dante” combina esmalte cloisonné, pintura em miniatura, pó de ouro e gravura manual (Cortesia da Patek Philippe)

Um dos grandes destaques da edição italiana está em 25 criações concebidas especialmente para homenagear cidades, paisagens e tradições do país.

Milão aparece representada em um relógio de mesa com mapa da cidade e a silhueta dourada do Duomo. Já a Toscana inspira uma série de dez modelos Golden Ellipse, com mostradores trabalhados em marchetaria de madeira.

A Costa Amalfitana também ganha espaço em três relógios Calatrava, decorados com técnicas de esmalte e pintura em miniatura. Até o Fiat Cinquecento, um dos ícones do design italiano, virou referência para quatro relógios de pulso.

Outras peças fazem menção à renda artesanal da ilha de Burano, ao tradicional vidro de Murano e ao mosaico florentino, combinando técnicas como gravação manual, esmaltação, marchetaria e cravação de gemas.

O Golden Ellipse 5738/50G-050, “Decoração Barroca”, traz mostrador em esmalte cloisonné com pintura em miniatura sobre esmalte (Cortesia da Patek Philippe)

Um novo capítulo para as grandes complicações

A mostra também celebra os 85 anos desde que a Patek Philippe reuniu, pela primeira vez em um relógio de pulso, as funções de cronógrafo e calendário perpétuo.

Para marcar a data, a maison apresenta a Referência 5978P-010, equipada com um novo calibre capaz de alterar simultaneamente as indicações de dia, data, mês e ano bissexto.

A mudança acontece exatamente à meia-noite e leva apenas 30 milissegundos, segundo a fabricante. Produzido em platina, o modelo terá edição limitada a apenas 120 unidades.

O Patek Philippe 5978P-010 é uma das novidades apresentadas na mostra em Milão (Cortesia da Patek Philippe)

Entre mecânica e espetáculo

Mais do que expor relógios, a edição de Milão aposta em uma experiência imersiva.

Uma nova área dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento apresenta o funcionamento dos calibres mais recentes da marca, enquanto outro espaço revela detalhes do trabalho de manutenção e pós-venda da manufatura.

Há ainda um ambiente dedicado aos relógios com mecanismo de repetição, uma das complicações mais sofisticadas e tradicionais da relojoaria suíça.

No centro da exposição, a Patek Philippe criou uma das instalações mais cenográficas da mostra: uma estrutura de nove metros de altura inspirada no Jet d’Eau, símbolo de Genebra, formada por 2.028 elementos de vidro.

De Dubai a Milão

Criada em 2012, a Watch Art Grand Exhibition nasceu com a proposta de levar a diferentes cidades parte do patrimônio relojoeiro preservado pela Patek Philippe em Genebra.

Desde então, já passou por Dubai, Munique, Londres, Nova York, Singapura e Tóquio. A edição japonesa, realizada anteriormente, recebeu cerca de 74 mil visitantes.

Agora, em Milão, a marca eleva novamente a escala da exposição. Entre peças históricas, criações exclusivas e novas complicações mecânicas, a mostra transforma a relojoaria em algo que vai além da medição do tempo: vira design, artesanato, engenharia e objeto de desejo.

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