O Sancho Panza faz parte de uma tríade de puros cubanos que admiro, ao lado do San Cristóbal e do Cuaba (estes últimos, de anilhas bem parecidas). Curiosamente, este habano não é meu modelo de charuto ideal: gosto de fortaleza média para alta e tabaco oleoso, para gerar a famosa fumaça cremosa. O Panza, entretanto, é suave e um tanto seco. Mas gosto mesmo assim.
Seu criador original, Emilio Ohmstedt, lançou o primeiro exemplar ainda no Século 19. Chegou a ser descontinuado e relançado no século seguinte, quando começou a fazer sucesso na Espanha (terra do personagem de Cervantes) e chamou a atenção e charuteiros de todo o mundo.
Este Panza me foi presenteado pelo grande amigo Rubens Taleb e teve seu auge no segundo terço, com um ligeira nuance de café. Toda a fumada durou uma hora e quinze minutos e agradou muito.
Na minha escala (não gostei, gostei e adorei) leva um “adorei”.
