Novo grupo terá cerca de 38 mil alunos de medicina e quase 5,9 mil vagas anuais na área; negócio ainda depende de aprovação do Cade
Um dia após confirmarem a fusão, Yduqs e Afya passam a desenhar uma das maiores operações do ensino superior privado no país, com valor de mercado combinado de cerca de R$ 9,2 bilhões e forte presença no segmento de medicina.
Pelos termos anunciados, os acionistas da Afya ficarão com 69% da nova companhia, enquanto os da Yduqs terão 31%. A transação ainda depende da análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e tem conclusão prevista até março de 2028.
A lógica do negócio está na complementaridade das operações. A Yduqs reúne marcas como Estácio, Ibmec e Idomed, enquanto a Afya tem forte atuação em educação médica, pós-graduação e soluções digitais para profissionais de saúde.
Medicina ganha peso
Juntas, as companhias terão cerca de 38 mil alunos de medicina e quase 5,9 mil vagas anuais nesse segmento.
A Afya opera 38 instituições voltadas à saúde, sendo 32 com cursos de medicina. Já a Yduqs soma 11,8 mil alunos na área por meio da Idomed.
Além da graduação, o novo grupo deve concentrar esforços em educação continuada e ferramentas para a prática médica, como preparação para residência, pós-graduação e soluções digitais de apoio clínico.
As empresas estimam entre R$ 2 bilhões e R$ 2,2 bilhões em sinergias com a operação, sendo cerca de 80% desse valor nos três primeiros anos após a conclusão do negócio.
Na assessoria da transação, o Demarest atuou como principal assessor jurídico no Brasil do Grupo Afya e coordenou os escritórios envolvidos nas três jurisdições da operação — Brasil, Estados Unidos e Ilhas Cayman —, incluindo a compatibilização de regras societárias e regulatórias e das obrigações de divulgação perante a CVM e a SEC.
Para a Yduqs, a fusão amplia a presença em um dos segmentos mais rentáveis do ensino superior privado. Para a Afya, a operação adiciona escala e uma base mais ampla de alunos e marcas.
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