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Padel acelera nos Estados Unidos e começa a virar clube social

Da redação
24 de setembro de 2026
Crescimento supera o do pickleball em 2026, enquanto novos espaços combinam quadras, gastronomia, coworking e convivência

Depois de cinco anos de domínio do pickleball, o padel passou a ocupar o posto de esporte com crescimento mais acelerado nos Estados Unidos. Dados de meio de ano da Sports & Fitness Industry Association mostram alta de 14,5% na participação da modalidade em 2026, contra avanço de 1,3% do pickleball.

A diferença, porém, pede contexto. O pickleball ainda tem uma base muito maior, com mais de 24 milhões de praticantes, enquanto o padel reúne pouco mais de 1 milhão. Entre quem joga ao menos oito vezes por ano, são cerca de 7,5 milhões no pickleball e 238 mil no padel.

O que chama atenção no padel é outro ponto: o modelo de negócio que começa a se formar ao redor das quadras.

Mais do que esporte

Ao contrário do pickleball, que pode ocupar parques, escolas, ginásios e quadras adaptadas, o padel depende de estruturas fechadas, geralmente cercadas por vidro. Em abril, os Estados Unidos tinham pouco mais de mil quadras distribuídas por 31 estados.

A limitação de acesso também abriu espaço para clubes com proposta mais ampla. Redes como Reserve Padel, ULTRA e Padel Haus vêm apostando em unidades que combinam esporte, gastronomia, bem-estar e convivência.

A Padel Haus, por exemplo, prepara sua terceira unidade em Nova York e a primeira em Nashville, com oito quadras, playground infantil, coworking, parede de escalada e lounges. Depois de captar US$ 7,5 milhões, o fundador Santiago Gomez pretende chegar a até 50 clubes em cinco anos.

A transformação aproxima o padel de um tipo de clube social contemporâneo, em que a quadra funciona como ponto de partida para uma experiência maior. Enquanto o pickleball ganhou escala pela facilidade de acesso, o padel começa a crescer apoiado em espaços mais estruturados, permanência e serviços ao redor do jogo.

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