O Mesa3 é um café montado a partir de uma rotisseria muito bem-conceituada no Sumaré e acaba de abrir uma filial no Itaim, na rua Paes de Araújo. É um ambiente descolado e moderno, com a cozinha aberta e separada do público apenas por um balcão de aço inoxidável. A chef, Ana Soares, se divide entre orientar seus pupilos nos fogões e conversar com os clientes no salão. Muito simpática, por sinal.
Pratos e talheres são simples, como no Sumaré, e as receitas não decepcionam. Como entrada, pedimos uma focaccia de tomate cereja que vem com um molho de anchovas (à parte) sensacional. Também experimentamos um clássico de Ana Soares, a empadinha de queijo, chamada no cardápio de Fru-Fru, e uma porção de vegetais assados. Tudo muito bom, embora as empadinhas estivessem ligeiramente sem firmeza.
No capítulo seguinte, dos pratos principais, havia apenas massas no dia da visita. Todas parecem ser muito boas (afinal, o Mesa3 surgiu a partir de um pastifício), mas três receitas foram definitivamente aprovadas. A primeira foi o varenike de batata doce, uma releitura da chef do tradicional prato judaico. Não sou exatamente um fã de batata doce, mas essa massa estava especial. O molho de manteiga de sálvia equilibrou bem o prato, assim como a cebola caramelizada,
Há três outras opções maravilhosas. Uma delas é o taglioline com molho de calabresa em fatias, em uma base de pomodoro. O picante da linguiça recebe um contraponto de erva-doce e fica muito gostoso. Já o agnolotti de mozzarella de búfala (imagem) é uma lição de como fazer uma receita manjadíssima ficar inesquecível: o molho de tomate, bem docinho, manjericão e rúcula aprecem aqui muito bem executados. Por fim, temos o nhoque que se desmancha na boca de tão macio.
Na hora da sobremesa, tentamos duas. O primeiro foi um tiramissu muito bom. A segunda escolha foi um sanduíche de sorvete em parceria com a Crime Pastry Shop. A massa doce é ótima e o sorvete idem. Vale mesmo a pena.
Voltaremos. É uma ótima opção para um almoço (até porque não abre à noite).
